Estrangeiros sem autorização serão presos na Venezuela.

Decisão foi tomada pelo Parlamento do país em resposta à ação militar dos EUA.

Nicolás Maduro Foto: EFE/PRENSA MIRAFLORES

Nesta quarta-feira (20), o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, disse que estrangeiros que entrarem na Venezuela sem autorização “não sairão” do país. A declaração foi feita em Caracas, após os Estados Unidos enviarem 4 mil militares para o Caribe em uma operação contra cartéis de drogas.

Rodríguez afirmou que a medida faz parte do dever dos venezuelanos de defender o território. Ele ressaltou que não se trata de bravata, mas de garantir a proteção da soberania nacional.

O líder do Parlamento declarou ainda que a Venezuela é o país que mais venceu o narcotráfico no continente. Como exemplo, citou a expulsão da DEA, agência antidrogas dos EUA, durante o governo de Hugo Chávez.

O presidente Nicolás Maduro, por sua vez, anunciou na última segunda (18) a mobilização de 4,5 milhões de milicianos armados em todo o território. Segundo ele, a medida integra um “plano de paz” e visa manter o país em alerta.

A decisão foi tomada após os EUA oferecerem 50 milhões de dólares (cerca de R$ 274,0 milhões) por informações que levem à prisão de Maduro, acusado de chefiar o Cartel dos Sóis. O governo venezuelano rejeita as acusações e afirma que se trata de perseguição política.

Enquanto isso, Washington reforça sua presença na região com navios, aviões e mísseis. A operação foi revelada pela CNN e confirmada por autoridades norte-americanas. As informações são do RTP.

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