EUA dizem estar preparados para usar ‘todo o poder’ contra Maduro.

Porta-voz do governo Trump afirmou que líder venezuelano é chefe de um cartel narcoterrorista.

Porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt Foto: EFE/EPA/FRANCIS CHUNG / POLITICO / POOL

Os Estados Unidos seguem ampliando a pressão contra o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela. Nesta terça-feira (19), a porta-voz do governo Donald Trump, Karoline Leavitt, disse que o republicano está preparado para usar “toda o poder” norte-americano contra o líder venezuelano, acusado de chefiar um cartel de narcotráfico. Leavitt frisou que o chavista “não é um presidente legítimo”, mas sim um “fugitivo”.

– Ele é um fugitivo e chefe de um cartel narcoterrorista acusado nos EUA de tráfico de drogas. Trump está preparado para usar toda o poder americano para deter o tráfico de drogas – garantiu, durante entrevista com jornalistas na Casa Branca.

A fala ocorre após Maduro informar, em anúncio transmitido pela TV, que mobilizará 4,5 milhões de milicianos armados como resposta às “ameaças” dos EUA. Nos últimos dias, o país norte-americano elevou para 50 milhões de dólares (R$ 270 milhões) a recompensa por informações que levem à captura do chavista e reforçou a presença militar no Caribe e na América Latina.

– Não toleraremos um narcoterrorista que inflige danos aos Estados Unidos. Trataremos os terroristas como os EUA os trataram no passado. Não o vejo no cargo além do final deste ano – declarou no 10° Congresso Empresarial Colombiano.

Como parte do reforço militar no Caribe, os EUA deslocaram mais de 4 mil fuzileiros navais e marinheiros, além de um submarino de ataque com propulsão nuclear, destróieres, cruzador lança-mísseis e aeronaves de reconhecimento P-8 Poseidon. O objetivo, segundo o país, é fazer uma operação contra cartéis de drogas.

Maduro, por sua vez, prometeu expandir a Milícia Bolivariana para várias áreas da sociedade. O grupo foi criado por Hugo Chávez para “defender a nação”, e é uma das cinco integrantes da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB). Atualmente, ele conta com 5 milhões de reservistas.

 
Por Thamirys Andrade
PLENO.NEWS

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