Putin quer Donetsk e Lugansk para pôr fim à guerra, diz jornal.
Guerra da Rússia contra a Ucrânia já dura mais de três anos.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, quer que a Ucrânia entregue as regiões de Donetsk e Lugansk como condição para pôr fim à guerra, segundo revelou neste sábado (16) o jornal britânico Financial Times.
Putin apresentou esta exigência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula desta sexta-feira (15) no Alasca, afirmou o jornal, que baseia a informação em quatro fontes envolvidas diretamente nessas conversas de paz.
Em troca desses dois territórios, já ocupados pela Rússia parcialmente há mais de uma década, o líder russo também teria se oferecido a suspender o avanço militar nas regiões de Kherson e Zaporizhzhya para acabar com o conflito.
Putin assegurou após a cúpula de sexta-feira que está “sinceramente interessado em pôr fim” à guerra, mas ressaltou, como fez em inúmeras ocasiões desde o começo da campanha militar em 2022, que o acordo para o conflito deve ter “um caráter sólido e duradouro”, de forma que se eliminem as causas que o originaram.
Em resposta a estas informações, o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, declarou que ambos os líderes mantiveram um diálogo “muito importante e substancial que poderia aproximar um acordo”.
Além disso, enfatizou que o trabalho entre as partes continuará, mas, “naturalmente, o conteúdo do que foi discutido não pode ser tornado público”.
Em uma publicação na rede social X, o premiê polonês, que junto com vários homólogos europeus, publicou neste sábado uma declaração conjunta que reforçava a necessidade de garantias de segurança confiáveis para a Ucrânia, assinalou que a partida na qual se joga o destino da Europa e o futuro da Ucrânia entrou em uma “fase decisiva”.
A declaração conjunta emitida neste sábado por Tusk, os chefes de Estado e de governo de Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Finlândia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, ressalta a necessidade de que, como parte de um acordo, Kiev obtenha garantias de segurança e não se imponham limitações a seu Exército.
Além disso, uma solução negociada deve reconhecer a liberdade da Ucrânia de entrar na União Europeia e na OTAN e não pode conter cessões territoriais sem a anuência de Kiev, reforçou a declaração.
*EFE
