Esquema envolvendo Ultrafarma rendeu R$ 1 bilhão a auditor.
Artur Gomes da Silva Neto teria usado a mãe como “laranja”.
O fiscal de tributos Artur Gomes da Silva Neto, da Secretaria de Estado de Fazenda de São Paulo, apontado como o principal operador do esquema fraudulento que resultou na prisão do empresário Sidney Oliveira, da rede Ultrafarma, teria arrecadado cerca de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021. O detalhe é que, para operar a fraude, Artur usava uma empresa no nome da própria mãe.
As investigações que resultaram na Operação Ícaro, realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), identificaram que a professora Kimio Mizukami da Silva, mãe do fiscal, atuava como “laranja” do filho por intermédio da empresa Smart Tax Consultoria e Auditoria Tributária, registrada em seu nome.
Segundo a investigação, o esquema funcionava da seguinte maneira: processos administrativos eram manipulados para facilitar a quitação de créditos tributários às empresas. Em contrapartida, essas companhias pagavam uma “mesada” a pelo menos um fiscal, que seria Artur, justamente por meio da Smart Tax.
– A administração fazendária reitera seu compromisso com os valores éticos e justiça fiscal, repudiando qualquer ato ou conduta ilícita, comprometendo-se com a apuração de desvios eventualmente praticados, nos estritos termos da lei, promovendo uma ampla revisão de processos, protocolos e normatização relacionadas ao tema – disse a pasta.
Por Paulo Moura
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