Governo Lula pode assumir a defesa de Moraes contra sanções.

Os planos são ou contratar escritório nos EUA ou acionar a AGU para defender o ministro.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes Foto: Ricardo Stuckert

O governo Lula (PT) avalia entrar com uma ação na Justiça dos Estados Unidos para defender o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após sanção imposta pelo presidente americano Donald Trump, na quarta-feira (30), em Brasília.

Entre as medidas cogitadas está a contratação de um escritório de advocacia nos EUA. Outra possibilidade é apresentar uma tese jurídica sobre a soberania das instituições brasileiras, com o apoio da AGU (Advocacia-Geral da União) e do Itamaraty.

Ministros do STF discutiram o caso com representantes do governo ao longo do dia e, à noite, se reuniram com o presidente Lula no Palácio do Planalto. Eles querem uma resposta institucional à aplicação da Lei Magnitsky, usada por Trump para justificar as sanções.

Membros da Corte enxergam a decisão como tentativa de interferência nos assuntos internos do Brasil, justamente às vésperas do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado.

Para auxiliares de Lula, a soberania nacional é “inegociável”. Já ministros do STF avaliam que as sanções não terão influência no julgamento de Bolsonaro, mas podem reforçar o discurso de defesa das instituições brasileiras. As informações são da Folha de São Paulo.

 

PLENO.NEWS

Deixe uma resposta