Oruam vira réu por tentativa de homicídio contra policiais no RJ.

Rapper e amigos jogaram pedras em policiais durante abordagem.

Oruam Foto: Reprodução/YouTube/Mainstreet Records

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, e um amigo dele identificado como Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira agora são réus por tentativa de homicídio qualificado. O novo status legal vem após decisão da juíza Tula Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro.

A magistrada acatou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e determinou um novo mandado de prisão preventiva para Oruam, que já estava preso por outros fatos ligados ao episódio de 21 de julho deste ano, quando ele e amigos teriam atrapalhado o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra um adolescente procurado por tráfico e roubo.

 

Imagens daquela noite mostram o artista golpeando uma viatura da PM antes de os policiais deixarem a rua onde ocorreu a operação.

Os promotores alegam que houve dolo eventual, porque os acusados assumiram o risco de causar mortes, e destacam que a conduta teria sido torpe e cruel; o que abre a possibilidade de aplicação da Lei dos Crimes Hediondos. As pedras, de acordo com o órgão, chegavam a quase cinco quilos e poderiam matar.

Além das agressões, Oruam teria feito postagens nas redes sociais incentivando violência contra policiais e desafiando a atuação das forças de segurança no Complexo da Penha. O rapper já responde por tráfico de drogas, associação para o tráfico, resistência qualificada, desacato, dano qualificado, ameaça e lesão corporal. Ele se entregou em 22 de julho, depois de permanecer algumas horas foragido.

Sobre o caso, a defesa de Oruam afirma que “Mauro não atentou contra a vida de ninguém” e que a situação será esclarecida no processo. Além disso, a assessoria do artista disse que “em momento de extremo desespero e legítima defesa”, Oruam “jogou pedras nos mais de 20 carros descaracterizados que estavam em sua porta após ser ameaçado de morte com armas de fogo, socos, chutes, empurrões”.

Por Paulo Moura

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