Senado põe sigilo de 100 anos sobre visitas do Careca do INSS.

Lobista é considerado peça-chave no esquema envolvendo fraudes no órgão.

Plenário do Senado Federal Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senado Federal decidiu manter sob sigilo, por 100 anos, os registros de entrada de Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, lobista apontado como peça-chave em um esquema bilionário envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A resposta foi dada a um pedido feito com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) protocolado pela coluna de Tácio Lorran, do site Metrópoles, no início de julho.

Na justificativa, o Senado alegou que os dados são de caráter pessoal e, portanto, protegidos por normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O argumento foi embasado ainda no Decreto 7.724/2012, que regulamenta o acesso a informações públicas.

 

porém, vai na contramão do que orienta a Controladoria-Geral da União (CGU), que já se posicionou favoravelmente à divulgação desse tipo de informação. Para o órgão, tornar públicos os registros de entrada em prédios oficiais é assunto de interesse da sociedade.

Apesar do sigilo imposto, já é de conhecimento público que o lobista circulou por gabinetes no Senado. O senador Weverton Rocha (PDT-MA), por exemplo, admitiu, em entrevistas, ter recebido Antonio ao menos três vezes. Além disso, o atual número dois do Ministério da Previdência, Adroaldo da Cunha Portal — ex-chefe de gabinete de Weverton — também recebeu o lobista em 2023, quando era secretário do Regime Geral.

Na ocasião, Adroaldo afirmou que não sabia quem era o visitante, mas que o recebeu após ser informado por uma assessora de que se tratava de um representante de correspondente bancário. O lobista estava junto desse representante e participou da conversa.

Por Paulo Moura

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