Polícia Civil do Rio após prisão de Oruam: “Bandido não é artista”.
Corporação fez publicação nas redes sociais.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro publicou em seu perfil no Instagram um vídeo rebatendo a campanha contra a prisão do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, suspeito de cometer os crimes de desacato, dano, ameaça e lesão corporal.
– Bandido não é artista. De que lado você está? – incita o post da Polícia Civil.
A defesa do rapper alega que a resistência foi provocada por abuso de autoridade por parte dos policiais.
Os fãs alegam que o rapper estaria sofrendo perseguição por conviver e ter familiares membros do Comando Vermelho, além de cantar sobre a realidade do crime na cidade do Rio de Janeiro.
De acordo com a polícia, tanto Oruam quanto outros cantores de trap e funk alvo de operações policiais “abrem as portas de casa para marginais, agridem verbal e fisicamente nossos policiais e tentam inverter a lógica do certo e do errado”.
– Enquanto a Polícia Civil RJ trabalha para combater o crime organizado, alguns preferem atacar quem protege a população de bem. Tenta posar de artista, mas quem agride agentes públicos e protege foragidos já mostrou de que lado está – diz o post.
Depois da ação, o secretário da PCERJ, Felipe Curi, ainda se referiu ao rapper como “um criminoso faccionado, ligado à facção criminosa Comando Vermelho.”
Nas redes sociais, os defensores do cantor pregam que “MC não é bandido” e pedem a soltura dele – o cantor Poze do Rodo, preso recentemente por suposto envolvimento com o Comando Vermelho, também faz parte da campanha.
A Justiça determinou a prisão por conta do ataque a policiais civis durante uma operação para apreender um adolescente suspeito de roubo, que estava na vila do Joá, Zona Oeste do Rio.
O filho de Marcinho VP alega que atirou pedras porque os policiais apontaram armas contra ele e os amigos, e se entregou nesta terça-feira (22). A Polícia Civil afirma ainda que Oruam também é investigado por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Mas a defesa do cantor diz que não foram encontradas drogas ou produtos ilícitos durante as buscas realizadas na casa dele. O processo contra o rapper está em segredo de Justiça.
*AE
