Moraes manda idosas condenadas pelo 8/1 de volta para a prisão.

Vildete Guardia e Iraci Nagoshi estavam em prisão domiciliar por questões de saúde.

Vildete e Iraci tiveram prisão decretada por Moraes Fotos: Reprodução/Arquivo Pessoal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o retorno ao regime fechado de duas mulheres com mais de 70 anos, condenadas por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023. As decisões afetam Vildete Ferreira da Silva Guardia, de 74 anos, e Iraci Megumi Nagoshi, de 72, ambas em prisão domiciliar devido a problemas de saúde. De acordo com o STF, elas teriam violado regras do monitoramento eletrônico, o que motivou a revogação do benefício.

Vildete foi reconduzida à Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo, na última segunda-feira (14). Já Iraci, que ainda não havia sido detida até a publicação desta reportagem, teve nova ordem de prisão expedida na última quarta (16). De acordo com Moraes, ambas apresentaram falhas recorrentes no uso da tornozeleira eletrônica, como perda de sinal, bateria descarregada e deslocamentos fora da área autorizada.

Já Vildete, condenada a 11 anos de prisão em abril de 2024, enfrenta, de acordo com sua defesa, um quadro clínico extremamente delicado, com diversas comorbidades, como trombose, osteoporose, bronquite asmática, hérnia, fascite plantar e um tumor que, segundo os advogados, exige cirurgia urgente. Em julho, ela chegou a ser operada emergencialmente após autorização judicial e estava usando cadeira de rodas, pesando cerca de 40 quilos.

A ordem de prisão emitida contra Vildete por Moraes foi baseada em relatórios do Centro de Controle e Operações Penitenciárias de São Paulo (CECOP-SP), que apontaram falhas de GPS e violações entre os dias 2 e 16 de junho. Os advogados, porém, afirmam que há provas de que todos os deslocamentos foram estritamente para consultas médicas.

Apesar dos argumentos médicos apresentados, o STF manteve as determinações de retorno ao cárcere. A Procuradoria-Geral da República (PGR) não se opôs às medidas e solicitou que Vildete apresente documentação médica complementar para avaliar a real compatibilidade de seu estado de saúde com o cumprimento da pena em prisão domiciliar.

Por Paulo Moura

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