Congresso e governo decidem se unir contra tarifaço dos EUA.

De acordo com Motta, o Legislativo ficará na retaguarda do poder Executivo para solucionar a questão.

Motta, Alckmin e Alcolumbre Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AM), afirmou nesta quarta-feira (16) que o Congresso Nacional e o governo federal atuarão juntos contra a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

A declaração foi feita após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra Gleisi Hoffmann (PT). Alcolumbre classificou a medida como uma “agressão” do governo norte-americano.

– Vamos defender a soberania nacional, os empregos dos brasileiros, os empresários brasileiros, que geram riqueza para o Brasil. Tenho convicção de que esse processo deve ser liderado pelo Poder Executivo – declarou o senador.

– Estamos prontos para ficar na retaguarda do poder Executivo, para que possamos tomar as decisões necessárias para agir com rapidez e agilidade. Não tenho dúvida de que nossa população entende que o Brasil não pode ser levado a situações em que decisões externas interfiram na nossa soberania – afirmou o presidente da Câmara.

Geraldo Alckmin, que coordena a reação do Executivo, criticou a decisão dos EUA. Segundo ele, a tarifa é “inadequada e injusta”, já que os americanos têm superávit comercial com o Brasil.

Na terça-feira (15), o Senado aprovou a criação de uma comissão externa que irá aos Estados Unidos entre os dias 29 e 31 de julho para buscar diálogo com o Congresso norte-americano. A iniciativa foi do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que é presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE).

– Precisamos destravar os canais de diálogo antes que decisões afetem empregos, investimentos e contratos no Brasil — afirmou Trad, em perfil nas redes sociais, após a aprovação do requerimento.

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