Tarifaço: Eduardo chama Tarcísio de “subserviente às elites”.
Deputado criticou governador por negociar sem contatá-lo e cobrou maior empenho pelo “fim do regime de exceção”.

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a expressar divergência em relação ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no tocante à tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra os produtos brasileiros. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o gestor paulista é subserviente às elites econômicas e não se empenha na luta pelo “fim do regime de exceção” em nosso país.
– Prezado governador Tarcísio de Freitas, se você estivesse olhando para qualquer parte da nossa indústria ou comércio estaria defendendo o fim do regime de exceção que irá destruir a economia brasileira e nossas liberdades. Mas como, para você, a subserviência servil às elites é sinônimo de defender os interesses nacionais, não espero que entenda – escreveu.
Tarcísio se reúne nesta terça-feira (15) com empresários no Palácio dos Bandeirantes, a fim de discutir os impactos da tarifa nos diversos setores econômicos do estado, que será o mais afetado pela taxa. Na última sexta (11), ele já havia se reunido com o encarregado de negócios da embaixada estadunidense em Brasília, Gabriel Escobar, a fim de negociar em meio à crise.
– Desde que estou nos Estados Unidos, Tarcísio nunca me ligou. Nunca ligou. Há uma tentativa de usar outros canais e não o do presidente Bolsonaro. Outros canais já se mostraram ineficientes. Eu e [o jornalista] Paulo Figueiredo construímos pontes a duras penas sem o apoio de praticamente ninguém. É uma falta de inteligência ter isso e não usar. Por que o Tarcísio não me usa? Por que ele quer ir ao sexto escalão do consulado dos Estados Unidos? É claro que vai dar errado. Ele foi inexperiente, ingênuo, e faltou com respeito comigo – afirmou, em entrevista ao portal Metrópoles.
Tarcísio teve como primeira reação ao tarifaço entrar em um embate contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), culpando-o pela taxa. Posteriormente, adotou uma postura de tentar negociar com a embaixada estadunidense para que o impacto seja reduzido. Questionado sobre a fala de Eduardo acerca de sua postura, Tarcísio respondeu à CNN:
– Sem problema [sobre a posição de Eduardo]. Neste momento, estou olhando para São Paulo, para o seu setor industrial, para sua indústria aeronáutica, de máquinas e equipamentos, para o nosso agronegócio, para nossos empreendedores e trabalhadores – assinalou.

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