Rússia: Kremlin admite que há censura a meios de comunicação.

Porta-voz disse, porém, que medida seria justificada em razão da guerra.

Presidente russo Vladimir Putin Foto: EFE/EPA/VYACHESLAV PROKOFYEV/SPUTNIK/KREMLIN POOL

O porta-voz presidencial do governo da Rússia, Dmitri Peskov, admitiu a atual censura midiática no país em uma entrevista publicada nesta sexta-feira (11) pela revista Ekspert.

– Agora estamos em tempos de censura de guerra, algo sem precedentes em nosso país, mas a guerra também é travada no campo informativo – declarou o porta-voz russo.

Segundo Peskov, o momento atual justificaria a perseguição de meios de comunicação opositores.

O porta-voz também prometeu que a situação se relaxará no futuro, embora tenha assegurado que “não se voltará aos tempos de furibundas ‘medusas’, que só têm palavras ruins sobre a Rússia”, em alusão ao portal independente Meduza, que denunciou durante anos a deterioração política na Rússia e que agora tem sua sede na Letônia.

Além disso, o secretário de imprensa do presidente russo avaliou positivamente “os materiais com conteúdo ou tom patriótico” que estão cada vez mais presentes no panorama midiático russo. O controle sobre os meios de comunicação na Rússia cresceu gradualmente desde a chegada de Putin ao poder e a aquisição formal e informal dos primeiros meios de informação, como foi o caso da rede de televisão privada TNT.

Desde o início da guerra da Ucrânia em 2022, o Kremlin endureceu suas ferramentas de repressão e censura, o que provocou uma onda de exílio de opositores ao atual regime russo e o início de processos judiciais contra os críticos da guerra ou do governo.

*EFE

Por Paulo Moura

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