Hamas anuncia libertação de reféns em meio a negociações por cessar-fogo.
O grupo palestino Hamas anunciou nesta quarta-feira (9) que pretende libertar dez reféns, enquanto continuam as negociações com Israel por um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Arquivo G1
A informação foi divulgada por veículos da imprensa internacional, citando fontes ligadas ao movimento islâmico.
Segundo o Hamas, os diálogos estão sendo considerados difíceis por conta da “intransigência” do governo israelense. Entre os principais impasses estão a garantia de um cessar-fogo permanente, o aumento do fluxo de ajuda humanitária e a retirada total das tropas israelenses da região.
As negociações acontecem há quatro dias e contam com a mediação do Catar. Paralelamente, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, esteve reunido em Washington com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O norte-americano afirmou esperar um acordo de cessar-fogo ainda nesta ou na próxima semana, mas ponderou que “nada é definitivo”.
O Hamas afirma que a liberação dos dez reféns é uma demonstração de “flexibilidade” e reforça que o grupo mantém uma postura “positiva e séria” nas conversas, apesar das dificuldades.
Na capital dos EUA, Netanyahu voltou a negar a intenção de deslocar à força a população palestina. “Não estamos expulsando ninguém”, afirmou o premiê durante um encontro com parlamentares republicanos. A declaração responde às críticas em torno do plano apresentado por Trump em fevereiro, que chegou a sugerir transformar Gaza em um destino turístico e incluía a retirada permanente dos habitantes do território.
Apesar da negação pública, Netanyahu teria dito a membros do seu partido, o Likud, que Israel está destruindo todos os edifícios em Gaza para que “os palestinos não tenham para onde voltar” e saiam voluntariamente. “Chama-se liberdade de escolha. Se quiserem sair de Gaza, devem ter esse direito — sem coerção, sem deslocamento forçado”, completou.
O conflito começou em 7 de outubro de 2023, com o ataque do Hamas em solo israelense que deixou cerca de 1.200 mortos e mais de 200 pessoas feitas reféns. Em resposta, Israel iniciou uma campanha militar de larga escala na Faixa de Gaza, que já causou mais de 57 mil mortes, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas.
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