Nomeação de maquiadores por Érika Hilton vai parar na PGR.
Deputados da oposição representaram a parlamentar por improbidade administrativa.

Os deputados federais Zucco (PL-RS) e Paulo Bilynskyj (PL-SP) enviaram nesta terça-feira (24) uma representação ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre a contratação de maquiadores como assessores parlamentares da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).
O documento pede pela apuração do possível ato de improbidade administrativa por parte da parlamentar, que nomeou dois profissionais de beleza em seu gabinete com ganhos mensais que variam entre R$ 2,1 mil e R$ 9,6 mil.
No documento, os deputados colocaram prints do perfil das redes sociais dos dois maquiadores que mostram que essa é a única função exercida por eles.
E continua:
– As informações veiculadas demonstram evidente desvio de finalidade no uso da estrutura administrativa da Câmara, com nomeações que teriam por fim atender exclusivamente a interesses privados da parlamentar, em detrimento da destinação pública do cargo comissionado e dos recursos públicos envolvidos.
Os deputados dizem também que as contratações representam “graves violações aos princípios constitucionais que regem a administração pública, notadamente os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência, previstos no caput do artigo 37 da Constituição Federal” e “representa afronta direta à legalidade administrativa e à moralidade no trato da coisa pública”.
A representação quer abertura de investigação sobre possível improbidade administrativa e dano ao erário envolvendo a deputada Érika Hilton e os servidores Ronaldo César Camargo Hass e Índy Cunha Montiel da Rocha. Que sejam tomadas as medidas judiciais cabíveis, incluindo ação de improbidade e pedido de ressarcimento aos cofres públicos. E que seja enviada cópia do processo ao Tribunal de Contas da União (TCU) para apurar o possível uso indevido de recursos públicos, especialmente em viagens nacionais e internacionais.
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