STF atende pedido da PGR e abre investigação contra Eduardo.

O relator do caso será o ministro Alexandre de Moraes, que já colocou o caso sob sigilo.

Eduardo Bolsonaro e Alexandre de Moraes Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados; Foto: Ricardo Stuckert

O Supremo Tribunal Federal (STF) acatou a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que pede a abertura de inquérito para investigar o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O presidente da Suprema Corte, ministro Luís Roberto Barroso decidiu que Alexandre de Moraes será o relator do caso. Moraes já colocou a ação sob sigilo.

A PGR elenca como motivo da solicitação as ações realizadas por Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos que, segundo a PGR, poderiam representar tentativa de intimidação contra autoridades públicas brasileiras e interferência em processos judiciais.

Em seu pedido, o órgão cita publicações em redes sociais e declarações dadas por Eduardo a veículos da imprensa estrangeira como indícios de uma suposta coação contra agentes públicos.
– Há um manifesto tom intimidatório para os que atuam como agentes públicos, de investigação e de acusação, bem como para os julgadores na Ação Penal, percebendo-se o propósito de providência imprópria contra o que o sr. Eduardo Bolsonaro parece crer ser uma provável condenação – afirma a PGR, que também pede a oitiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em outro trecho, o órgão afirma que “as evidências conduzem à ilação de que a busca por sanções internacionais a membros do Poder Judiciário visa a interferir sobre o andamento regular dos procedimentos de ordem criminal, inclusive ação penal, em curso contra o sr. Jair Bolsonaro e aliados”.

Desde o final de fevereiro, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos. Em março, ele anunciou oficialmente sua licença do mandato parlamentar. Na ocasião, ele fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes. Será justamente o magistrado quem analisará o pedido feito pela PGR para investigar o parlamentar.

Gonet quer agora que a Polícia Federal (PF) faça um apanhado e siga os passos da atuação de Eduardo nos EUA.

O pedido para investigar Eduardo teve como ponto de partida uma representação criminal apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que acusou o colega de atentar contra a soberania nacional, indicou a PGR.

Por Marcos Melo

PLENO.NEWS

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