Governo recua e poupa aplicações estrangeiras de alta no IOF após críticas.

Fernando Haddad Foto: Diogo Zacarias/MF
Pressionado por um rombo fiscal estimado em R$ 20,5 bilhões, o governo federal cogitou aumentar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) como forma de elevar a arrecadação. A medida, no entanto, enfrentou forte reação negativa de setores do mercado financeiro e de investidores internacionais, que temiam impacto direto sobre o custo de transações e aplicações.
Diante do excesso de críticas, o Palácio do Planalto decidiu recuar parcialmente da proposta e anunciou que poupará algumas operações do aumento, entre elas, as aplicações estrangeiras. A decisão busca preservar a atratividade do Brasil para o capital externo em um momento de instabilidade fiscal e desaceleração da economia.
Fontes do governo afirmam que outras alternativas para compensar o déficit seguem em estudo, incluindo cortes de gastos e revisão de incentivos fiscais. Ainda assim, o cenário continua desafiador. O recuo parcial no IOF evita desgastes políticos imediatos, mas mantém a pressão sobre a equipe econômica, que precisa encontrar soluções eficazes para equilibrar as contas públicas sem desestimular investimentos.
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