Comissão debate denúncia contra a CBF em reunião extraordinária.
Seis novos relatos de possíveis vítimas foram recebidos pelo gabinete do vereador Marcos Dias.
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal do Rio de Janeiro realizou, nesta quarta-feira (30), uma reunião extraordinária para discutir a denúncia feita pelo vereador Marcos Dias (Podemos) contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A reunião aconteceu na Sala das Comissões da Câmara e contou com a presença dos vereadores Marcos Dias e Rafael Satiê (PL), além de Flávio Pato (PSD), que participou de forma remota.
Durante o encontro, os parlamentares reforçaram a importância do sigilo e da proteção aos denunciantes, além de destacar o compromisso com a apuração dos fatos. Eles apontaram o descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela CBF com o Ministério Público do Trabalho (MPT) em 2021 como um agravante.
– O direito do cidadão precisa ser respeitado. Venho de um tempo em que estudávamos moral e cívica. Eram tempos difíceis, mas havia respeito. Hoje se fala em liberdade, em democracia – mas o que temos visto é uma libertinagem irresponsável, que normaliza o desrespeito e corrói os valores humanos – disse Marcos Dias.
– Estamos falando da maior entidade esportiva do país. Não é de hoje que escândalos cercam a CBF. A quebra do TAC representa uma segunda traição: primeiro, pelos abusos cometidos; depois, por descumprir o que já havia sido acordado com o Ministério Público. A peça apresentada é bem fundamentada – e os erros da entidade se refletem até dentro de campo – declarou Flávio Pato.
Segundo a Comissão, desde a formalização da denúncia, seis novos relatos de possíveis vítimas foram recebidos sob sigilo. Como encaminhamentos, a Comissão decidiu oficiar o MPT solicitando resposta formal à denúncia, convidar a Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ para acompanhar o caso e pedir manifestação oficial da CBF.
A Comissão afirmou que continuará atuando na apuração de casos envolvendo violações de direitos no ambiente de trabalho.
PLENO.NEWS

