Octavio Guedes: “Azar do Collor que ele não é ex-primeira-dama do Peru”.
Jornalista comparou casos e lembrou que eles estão conectados.

Ao falar sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de mandar prender o ex-presidente Fernando Collor, condenado por corrupção na Lava Jato, o jornalista Octavio Guedes, da GloboNews, comparou em tom irônico a situação do político brasileiro com o caso da ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia, que mesmo tendo sido condenada em seu país recebeu asilo no Brasil.
– Azar do Collor que ele não é ex-primeira-dama do Peru, se fosse tava andando de jato da FAB e solto no Brasil. É a mesma investigação, a origem é a mesma. Só que a Lava Jato aqui, descobriram que o juiz combinava a condenação com o promotor, isso não pode, mas pegaram este caso específico, foram no inferno e falaram: “capeta, quantas pessoas tem aí. 200. Então libera todo mundo” – disse Guedes.
Collor foi preso na madrugada desta sexta-feira (25), em Maceió (AL), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente contra a condenação que recebeu em um desdobramento da extinta Operação Lava Jato.
Collor foi condenado a oito anos e 10 meses de prisão por participação em um esquema de corrupção na BR Distribuidora. A ação foi um desdobramento da extinta Operação Lava Jato. Ao negar os pedidos da defesa de Collor, que também exerceu mandato de senador, Moraes afirmou que o recurso tinham caráter “meramente protelatório”.
O ministro do STF também encaminhou sua decisão para análise dos outros ministros no Plenário Virtual da Corte. A análise terá início às 11h desta sexta (25) e terminará às 23h59.
– Após a comunicação do cumprimento do mandado de prisão, nos termos do art. 66, X, da Lei de Execução Penal c/c. art. 13 da Resolução 113 do Conselho Nacional de Justiça, o Juízo da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP/DF) deverá proceder à emissão do atestado de pena a cumprir do apenado Fernando Affonso Collor de Mello – disse Moraes em despacho.
