Intimação na UTI acirra tensão entre Bolsonaro e Moraes.

Em mensagem enviada a aliados, ex-presidente descreveu episódio como “inacreditável”.

Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes Foto: Isac Nóbrega/PR

A intimação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enquanto o líder conservador ainda se encontra na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, marcou um novo capítulo do mal-estar entre o ex-chefe do Executivo e a Suprema Corte.

A oficial de Justiça chegou à unidade hospitalar por volta das 10h30 e entrou no quarto de UTI do ex-líder do Planalto às 12h45, tendo entregado os documentos e coletado a sua assinatura.

Além disso, segundo o colunista Paulo Cappelli, há aqueles que enxergam na atitude do STF uma violação ao artigo 244 do Código de Processo Civil, que versa sobre prazos e condições para atos processuais ao dizer que “não se fará a citação, salvo para evitar o perecimento do direito de doente, enquanto grave o seu estado”.

A oficial de Justiça foi até o local por ordem do ministro Alexandre de Moraes. A Corte justificou a decisão dizendo que os demais réus do Núcleo 1 da suposta tentativa de golpe de Estado já foram citados entre os dias 11 e 15 de abril, e que “em virtude da internação do ex-Presidente Jair Bolsonaro, foi determinado que se aguardasse uma data adequada em que pudesse, normalmente, receber o oficial de Justiça”.

– A divulgação de live realizada pelo ex-presidente na data de ontem (22/4) demonstrou a possibilidade de ser citado e intimado hoje – acrescentou o STF, em nota.

Por: Thamirys Andrade

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