Terremoto: Equipes acham sinais de vida em prédio que desabou.
Uso de maquinário pesado está suspenso para tentar detectar som de possíveis sobreviventes.

As equipes de resgate que trabalham no prédio que desabou em Bangkok, na Tailândia, após o terremoto de magnitude 7,7 na escala Richter da última sexta-feira (28) detectaram sinais de vida sob a pilha de escombros e, por isso, suspenderam o uso de maquinário pesado. A informação foi divulgada nesta quinta (3) pelo governador da capital tailandesa, Chadchart Sittipunt.
Em entrevista coletiva, o governador explicou que os socorristas entraram em uma cavidade durante a madrugada, gritando em busca de sobreviventes, e ouviram uma resposta que interpretaram como uma voz feminina. Desde então, eles mantêm silêncio no local, localizado perto de um mercado popular.
– Então usamos um scanner e encontramos o que parecia ser a imagem de um corpo, então trouxemos um equipamento de detecção de som. Instruímos qualquer um que ainda estivesse vivo a bater na porta, e ouvimos uma resposta – descreveu o governador, depois de dois dias sem detectar esses sinais.
Equipes de resgate trabalham sem parar desde a última sexta nos destroços do prédio de escritórios de 30 andares em construção que desabou perto de Chatuchak, um mercado turístico popular, e onde cerca de 70 pessoas estão presas.
O governador de Bangkok explicou que a remoção de escombros deve se concentrar na área que se acredita ser a “saída de emergência” do edifício, que estava em estágio avançado de construção quando o terremoto o fez desabar.
Chadchart enfatizou, no entanto, que mesmo havendo “uma pequena luz de esperança”, não se podem criar falsas expectativas, especialmente considerando que “ainda há muita escavação” e que seis dias se passaram desde o terremoto que teve epicentro em Mianmar, que causou mais de 3 mil mortes e devastação generalizada na região centro-norte.
– A operação continua esta manhã. No entanto, tivemos que parar de usar maquinário pesado porque ele causa vibrações, o que pode ser perigoso. E maquinário pesado é muito barulhento, então se alguém pedir ajuda, podemos não ouvir. Precisamos de silêncio – insistiu.
*EFE