Kremlin se abstém de criticar proposta de Trump sobre Gaza.

Porta-voz Dmitry Peskov concedeu entrevista, nesta quarta-feira.

Dmitry Peskov e o presidente da Rússia, Vladimir Putin Foto: EFE/EPA/GRIGORY SYSOYEV / SPUTNIK / KREMLIN

Nesta quarta-feira (5), o Kremlin se absteve de criticar a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de expulsar os palestinos da Faixa de Gaza, que já foi rechaçada por Egito, Jordânia e autoridades palestinas.

– Sobre a questão da realocação, sim, ouvimos a declaração de Trump a respeito. E também vimos as declarações de Amã (…) e Cairo (…), onde se falou do rechaço a tal ideia. Por enquanto, é assim que vemos o que está acontecendo no Oriente Médio – disse o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, em sua entrevista coletiva diária por telefone.

Dessa forma, o Kremlin não se alinhou nem com os países árabes, que rejeitaram categoricamente a ideia do presidente dos EUA, nem com aliados como a China, que a criticaram.

Trump disse, na terça-feira (4), que os Estados Unidos “assumirão o controle” da Faixa de Gaza e realizarão sua reconstrução, com a construção de novas moradias, após reassentar os palestinos em outros lugares.

– Será nossa responsabilidade desmantelar todas as bombas não detonadas, nivelar o solo, livrar-se dos edifícios destruídos e aplanar a área para promover o desenvolvimento econômico que gerará uma quantidade ilimitada de empregos e moradias para a população – disse o presidente americano durante uma entrevista coletiva com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Questionado sobre qual seria a forma de tal ocupação e se seria permanente, Trump respondeu afirmativamente, dizendo que prevê uma “posição de propriedade de longo prazo” sobre a Faixa de Gaza.

*Com informações da Agência EFE

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