Israel segue os EUA e também decide deixar conselho da ONU.

Governo israelense afirmou que colegiado da entidade “tem tradicionalmente protegido os violadores dos direitos humanos”.

Benjamin Netanyahu Foto: EFE/EPA/SHAWN THEW

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, anunciou nesta quarta-feira (5) que seu país não vai participar do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (UNHRC, na sigla em inglês), do qual não é membro, mas tem status de observador – uma decisão semelhante à que foi tomada pelos Estados Unidos.

– O UNHRC tem tradicionalmente protegido os violadores dos direitos humanos, permitindo que eles se escondam do escrutínio, demonizando, em vez disso, a única democracia no Oriente Médio – Israel – disse Saar em um comunicado.

Na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva para encerrar a participação dos EUA no Conselho de Direitos Humanos da ONU – no qual também era observador – e continuar a suspensão do financiamento para a agência da ONU para refugiados palestinos (UNRWA).

A assinatura ocorreu no mesmo dia em que Trump se reuniu no Salão Oval da Casa Branca com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Em um comunicado divulgado antes da assinatura, a Casa Branca disse que o Conselho de Direitos Humanos da ONU “mostrou um viés consistente contra Israel” e permitiu que países como Irã, China e Cuba o utilizassem para “se proteger, apesar de suas graves violações e abusos dos direitos humanos”.

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