Hamas diz a Israel que libertará quatro reféns neste sábado.

Tratam-se de quadro mulheres militares.

Mural mostra imagens de reféns do Hamas Foto: EFE/EPA/ABIR SULTAN

As Brigadas Al Qasam, o braço armado do grupo terrorista Hamas, confirmaram nesta sexta-feira (24) que as próximas quatro reféns que estão na Faixa de Gaza a serem libertadas neste sábado (25), como parte do acordo de cessar-fogo com Israel, são quatro das militares que ainda estão no território palestino.

Tratam-se de Liri Albag, 19 anos; Karina Ariev, 20 anos; Daniella Gilboa, 20 anos; e Naama Levy, 20 anos. A quinta remanescente no enclave, Agam Berger, não será libertada nesse momento.

As mulheres a serem libertadas estavam posicionadas como observadoras na base militar de Nahal Oz, ao longo da fronteira entre Israel e Faixa de Gaza, em 7 de outubro de 2023, dia em que combatentes palestinos liderados pelo Hamas cruzaram a fronteira e mataram cerca de 1.200 pessoas e sequestraram outras 251 em território israelense.

A base de observação de Nahal Oz, a apenas um quilômetro de Gaza, foi um dos primeiros pontos atacados pelo Hamas. Eles mataram 66 militares, entre eles 15 dessas observadoras. O trabalho delas era monitorar movimentos suspeitos de grupos palestinos ao longo da fronteira para garantir a segurança das comunidades e cidades próximas.

Nos meses anteriores ao ataque, essas observadoras informaram que haviam detectado treinamentos, sequestros simulados e exercícios militares realizados por membros do Hamas e outros grupos dentro de Gaza, de acordo com o que vários de seus parentes disseram à EFE.

– Ela não sabia para onde deveria ir ou o que fazer diante de um ataque dessa magnitude – disseram suas irmãs.

Das pessoas sequestradas na época, 91 ainda estão em Gaza.

Após sua libertação, um total de 87 reféns permanecerá na Faixa de Gaza. Israel estima que pelo menos 35 deles estejam mortos.

Quando as quatro mulheres militares forem libertadas, três permanecerão em Gaza da lista de 33 que o Hamas deve libertar durante a primeira fase do acordo: a própria Berger; Shiri Silberman, 33; e Arbel Yehud, 29.

*EFE

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