Presidente afastado da Coreia do Sul é preso após negociação.

Yoon Suk-yeol está fora do cargo desde o mês passado após tentar aplicar lei marcial.

Presidente da Coreia do Sul Foto: EFE/EPA/SOUTH KOREAN PRESIDENTIAL OFFICE

O presidente afastado da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, que foi retirado do cargo no mês passado após tentar aplicar uma lei marcial, foi preso nesta quarta-feira (15) após horas de negociação entre sua equipe de segurança e a polícia.

Um grande contingente policial, de cerca de 3 mil agentes, cercou a residência de Yoon durante as negociações para que os agentes pudessem entrar e para que ele aceitasse colaborar com as investigações de insurreição das quais é alvo.

Yoon foi visto logo após o anúncio entrando na sede da CIO para ser interrogado. Em uma mensagem de vídeo pré-gravada em sua residência em Yongsan, no centro de Seul, ele disse que havia decidido colaborar com a investigação, apesar de considerá-la “ilegal”, para evitar um possível “derramamento de sangue”.

Esta foi a primeira vez que um presidente sul-coreano em exercício foi preso.

Pouco antes, a equipe jurídica do presidente divulgou um comunicado informando que Yoon havia decidido comparecer voluntariamente diante da expectativa de confrontos entre sua equipe de segurança e a polícia, e após relatos de que houve feridos entre os manifestantes reunidos em frente à sua residência, tanto a favor quanto contra sua prisão.

As autoridades foram até a residência de Yoon por volta das 5h20 da manhã de hoje (17h20 de terça-feira em Brasília) para prendê-lo, mas suas primeiras tentativas foram bloqueadas pela corrente humana formada pelos serviços de segurança presidencial e pelos veículos que eles colocaram como barricada ao redor do local.

Várias horas depois, agentes conseguiram acesso ao complexo residencial usando escadas e negociaram com representantes do presidente afastado para executar o mandado de prisão.

Yoon é investigado pelo departamento anticorrupção, pela polícia e pelo Ministério da Defesa por um suposto crime de insurreição ligado à sua declaração de lei marcial.

Cerca de 6.500 simpatizantes de Yoon também se reuniram ao redor do complexo, e 30 parlamentares do Partido do Poder Popular (PPP), ao qual ele é filiado, saíram da residência presidencial para protestar contra a ordem de prisão. Yoon estava em sua residência desde que o Parlamento o destituiu da presidência, em 14 de dezembro.

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