Sobe para 157 número de mortos em enchentes na Europa
Na Alemanha, a tragédia já é considerada o pior desastre natural em mais de meio século; ‘Choramos juntos – e reconstruiremos juntos’, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, depois de visitar algumas das áreas mais afetadas da Bélgica.
Moradores enchem sacos de areia contra ameaça de inundação em Erftstadt Dirmerzheim, na AlemanhaEquipes de resgate na Alemanha e na Bélgica continuam em busca de sobreviventes após as fortes chuvas que começaram na última quinta-feira, 15, e provocaram inundações, transbordamento de rios e deslizamento de encostas. Pelo menos 157 pessoas morreram – 133 no oeste da Alemanha e 24 na Bélgica – e mais de 1,3 mil continuam desaparecidas. Segundo o governo alemão, a tragédia já é considerada o pior desastre natural do país em mais de meio século. Na noite de ontem, cerca de 700 moradores tiveram de deixar suas casas após o rompimento de uma barragem na cidade de Wassenberg, perto de Colônia. A barragem Steinbachtal, no entanto, continua sob risco de rompimento, e cerca de 4,5 mil pessoas foram evacuadas.
Depois de visitar algumas das áreas mais afetadas da Bélgica, na tarde deste sábado, 17, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, lamentou a tragédia em uma rede social. “Hoje estive na Rochefort e na Pepinster Bandeira da Bélgica. Conheci pessoas que perderam suas casas por causa da tempestade. Eu disse a elas: a Bandeira da União Europeia está ao seu lado. Choramos juntos – e reconstruiremos juntos”. Durante sua viagem aos Estados Unidos, a chanceler alemã, Angela Merkel, também lamentou o ocorrido e disse que foi “um dia caracterizado pelo medo, pelo desespero e pelo sofrimento”. “Eu estendo minha empatia e meu coração está com as pessoas que perderam seus entes queridos. Incluo Bélgica, Luxemburgo e Holanda”, acrescentou Merkel. O governo alemão mobilizou 850 soldados para ajudar nas operações de resgate, além de 11 helicópteros, algumas unidades de veículos blindados, barcos e ambulâncias.
Segundo a maior produtora de energia da Alemanha, RWE, a mina a céu aberto em Inden e a usina termelétrica a carvão de Weisweiler foram gravemente afetadas. A concessionária espera que os danos fiquem em torno de dois dígitos, na faixa de milhões de euros. Nas províncias do sul da Bélgica, Luxemburgo e Namur, as autoridades se apressaram em fornecer água potável para as famílias sem abastecimento. Os níveis da água caíram lentamente nas partes mais atingidas do país, embora o centro da crise disse que a situação pode piorar ao longo do rio Demer, perto de Bruxelas, com cerca de 10 casas sob ameaça de destruição.
