Polícia identifica 12 mortos em operação no Complexo do Alemão; caso é investigado

Polícias civil e militar realizaram ação para reprimir o tráfico na região.

Carros de moradores foram amassados durante ação

Carros de moradores foram amassados durante ação – Reprodução / Internet
Rio – A Polícia Civil identificou os corpos de 12 mortos durante uma operação conjunta do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Delegacia Especializada em Armas e Explosivos (Desarme) no Complexo da Alemão, na sexta-feira. Dentre os mortos, estão Leonardo Serpa de Jesus, conhecido como Léo Marrinha, chefe do tráfico do morro da providência; William Miranda dos Santos Matos, traficante do Morro do Adeus; e Leandro Simões Nascimento Furtado, o Diminho, acusado de movimentar mais de R$ 5 milhões com a venda de cocaína e fuzis.

Os mortos identificados são:

– Jhonata Luciano Ribeiro da Silva Siqueira
– Alan da Costa Cerqueira
– Leandro Simões Nascimento Furtado
– Junei Santos da Silva
– Leonardo Serpa de Jesus
– William Miranda dos Santos Mattos
– Nelson Luis Jeronimo
– Lucas Luiz da Silva
– Rafael Nascimento da Silva
– Alysson Lourenço do Nascimento Gomes
– Rodrigo da Silva Pereira
– Alessandro Barreto da Silva
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) declarou, em nota, que investiga cinco mortes decorrentes da ação de agentes do estado durante operação na região. A unidade apura ainda as circunstâncias de outras cinco mortes, em que os corpos foram encontrados na Rua Itaoca, além de uma morte na Fazendinha e de uma pessoa socorrida para a Upa do Alemão.
Testemunhas, familiares e os policiais militares estão sendo ouvidos. Equipes da unidade realizam diligências para esclarecer as mortes.
Terror durante operação
A ação para reprimir o tráfico local foi marcada por um intenso tiroteio, que começou ainda no fim da madrugada e durou toda a manhã. Moradores denunciaram que tiveram suas casas invadidas e lojas saqueadas por PMs que participaram da ação.
Segundo relatos nas redes sociais, os disparos aconteceram nas localidades conhecidas como Alvorada, Loteamento, Grota e Nova Brasília. Além dos tiros, bombas foram jogadas e estouraram nas ruas das comunidades. “Com pandemia global e tudo, assim começou o dia aqui no Complexo do Alemão. Operação da polícia, carros blindados e muitos tiros. Terrível demais, um absurdo tremendo. Força, moradores”, o ativista Raull Santiago criticou, pelas redes sociais.
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