STJ manteve prestação de serviço de Garotinho em hospital psiquiátrico
O plenário do Superior Tribunal de Justiça (STJ) voltou a negar, por unanimidade, nesta terça-feira (5), o pedido do ex-governador Anthony Garotinho, que queria a suspensão da decisão que determina o cumprimento de serviços comunitários na biblioteca de um hospital psiquiátrico do Rio de Janeiro.
Garotinho foi condenado em segunda instância por calúnia contra um juiz federal. Esta é uma das sentenças que o político da Lapa acumula e que o torna inelegível.

FOTO: MIGALHAS
A condenação de 2 anos e 8 meses de prisão foi convertida em multa e prestação de serviços comunitários, porém, o advogado Vanildo José Junior alegava que Garotinho não teria recursos financeiros e nem condições de saúde para cumprir as ações determinadas.
No último mês, a defesa do ex-governador chegou a apelar ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas o ministro Gilmar Mendes também negou o relaxamento da pena.
Também por causa deste processo, Garotinho teve sua candidatura ao Governo do Estado no em 2018 barrada pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa.
De acordo com o jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, Garotinho trabalha por três horas arrumando livros na biblioteca do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ipub) nas segundas, quartas e sextas. “Primeiramente, gostaria de ressaltar a maneira respeitosa como fui recebido por todos os funcionários da biblioteca e pelos pesquisadores que lá comparecem e lamentar o estado dos livros históricos que estou catalogando. Quanto à condenação à prestação de serviço comunitário, ela foi absolutamente ilegal”, disse o ex-governador em uma postagem no seu blog no final de 2018.
O TRF-2 confirmou a condenação de Anthony Garotinho, em fevereiro de 2018, por publicar em seu blog, entre novembro de 2011 e fevereiro de 2012, que o juiz federal Marcelo Leonardo Tavares cometeu corrupção e prevaricação ao proferir a sentença de um processo contra ele.
Por: ALDIR SALES
Folha 1
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