Como outros hospitais de Campanha do Estado do Rio, atolado em escândalos, vem aí o Hospital de Campos

Com indício de superfaturamentos, hospital de

Campanha de Campos deverá atender na segunda

quinzena de maio.

E após ser adiada duas vezes, no dia 26 de março e 6 de abril, a Secretaria de Estado de Saúde informou que o hospital de campanha para pacientes infectados pelo coronavírus deverá ser inaugurado na segunda quinzena deste mês. De acordo com a Secretaria, o hospital terá 100 leitos para o tratamento de pessoas com coronavírus. Ainda de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, o planejamento dos hospitais de campanha foi baseado em análise técnica, além da viabilidade de localização, e que os pacientes serão encaminhados para essas unidades via central estadual de regulação. A promessa é de que, em todo o estado tenha 2 mil leitos de campanha, que serão disponibilizados de forma gradativa ao longo do mês de maio, de acordo com a evolução da pandemia, informou o órgão competente.

Supostos superfaturamentos 

E Campos mais uma vez vira palco de denúncia de superfaturamento. Agora, a vez é de suspeita de superfaturamento no hospital de campanha, que está sendo montado no terreno onde foi a Vasa, na Avenida 28 de Março, no Centro da cidade. O hospital, que atenderá pacientes com coronavírus, está previsto para ser entregue no dia 30 de abril, segundo o governo do Estado.

O que chama atenção, porém, é o valor que ele custa aos cofres públicos: R$ 10 milhões por mês. Ao longo de seis meses de contrato com o governo estadual, a organização responsável pela montagem ganhará da contribuição do povo nada menos do que R$ 60 milhões.

De acordo com o governo do Estado, a empresa responsável pela construção do hospital de campanha é a IABAS, Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde, cuja sede é no Rio de Janeiro. Ela também é a responsável pela construção do hospital de campanha em São Paulo, no Anhembi. A diferença, entretanto, de Campos para São Paulo é o valor do leito. De acordo com o governo de São Paulo, o valor do leito desse hospital lá custa R$ 10 mil. Já por aqui é dez vezes mais: custa a bagatela de R$ 100 mil.

A reportagem do jornal Notícia Urbana entrou em contato com o Governo do Estado para tentar entender essa diferença, porém, até o momento, ninguém enviou respostas.

POR: N.U.

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