TRF2 revoga prisão domiciliar de Dario Messer, o doleiro dos doleiros
Nesta quinta-feira, a primeira instância da Justiça Federal do Rio
concedeu medida alternativa para o empresário por ‘questão
humanitária e de saúde pública’.

Dario Messer – Divulgação
Em sua decisão, Abel Gomes entendeu que “não há absolutamente nenhuma dúvida acerca da presença dos pressupostos autorizadores da prisão preventiva em face de Dario Messer, tanto no que toca aos fatos deduzidos nos autos relativos à operação ‘Câmbio, Desligo’ quanto à operação ‘Patrón’”.
O desembargador destacou o risco de fuga do acusado, que tem capacidade logística e financeira para isso, e lembrou que, para se manter foragido, ele teria utilizado vários expedientes como identidade falsa e mudanças na aparência.
Abel Gomes também ressaltou os documentos juntados pelo MPF, dando conta de que em Bangu 8 não há superlotação, que o presídio tem capacidade de realizar isolamento de internos e que resolução Conjunta das Secretarias de Saúde e do Sistema Penitenciário do Estado do Rio de Janeiro prevê plano de contingência, incluindo medidas de separação em casos suspeitos para covid-19, controle higiênico e sanitário e previsão de transferência de presos.
Messer permanecia custodiado no Complexo Penitenciário de Bangu 8, na Zona Oeste do Rio, acusado de evasão de divisas e lavagem de dinheiro que somariam cerca de R$ 1,6 bilhão e 30 milhões de dólares. Ele teve a prisão decretada em maio de 2018, juntamente com outros investigados na Operação Câmbio, Desligo, desdobramento da Lava Jato no Rio, mas permaneceu foragido até ser preso em julho de 2019. O doleiro também é réu no processo da Operação Patrón, que apura crimes de lavagem de dinheiro.
