Redução de salário e jornada de servidores volta a ser discutida em meio à pandemia

PEC Emergencial prevê esse gatilho em períodos de

crise; representantes do setor público repudia

medida.

    Presidente da Câmara, Rodrigo Maia defendeu que assunto seja debatido, ainda que não agora

    Presidente da Câmara, Rodrigo Maia defendeu que assunto seja debatido, ainda que não agora – Marcelo Camargo/Agência Brasil
    A pandemia do coronavírus reacendeu a discussão da redução de jornada e salários de servidores públicos, medida prevista na chamada PEC Emergencial (proposta de emenda constitucional) que tramita no Senado. Alguns parlamentares e governistas defendem a celeridade na análise do texto. Representantes do setor público, porém, já manifestaram repúdio a essa medida, principalmente neste atual momento de enfrentamento à Covid-19.
    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou ontem que “é preciso criar uma narrativa de convencimento dos parlamentares da importância de se aprovar a PEC. Maia acredita que se não houver clima no Congresso para dar aval à proposta agora, haverá como aprová-la no futuro, tendo em vista a queda na arrecadação dos estados, municípios e União devido à pandemia.
    “A gente não pode esquecer que o ambiente politico do governo com o Parlamento faz com que todos tenham o foco em 2020 e que qualquer coisa que passe de 2020, fica mais difícil. Mas deve ser uma construção de todos, para que a gente construa com os governadores e os partidos de todos os campos”, declarou o presidente da Câmara.
    A proposta prevê a redução de até 25% da jornada e salário de servidores públicos, de qualquer ente e Poder, em períodos de grave crise fiscal: quando as despesas ultrapassarem 95% da receita.
    Por: O Dia
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