‘Bombeiros ficaram sem oxigênio e não encontraram a saída’, diz Defesa Civil
Informação é do tenente-coronel Sidney Gonçalves.
Incêndio atingiu whiskeria Quatro por Quatro, no
Centro do Rio, nesta manhã.

Rio – Os três bombeiros mortos no incêndio Whiskeria Quatro por Quatro, no Centro do Rio, morreram por inalação de fumaça, segundo o tenente-coronel Sidney Gonçalves da Defesa Civil Estadual. “As vítimas entraram com a primeira equipe. Os militares estavam com máscara, só que o oxigênio acabou e os militares ficaram sem ar e não conseguiram encontrar o caminho de volta”, afirmou.
O incêndio atingiu o prédio onde funciona o estabelecimento, na Rua Buenos Aires 44, na manhã desta sexta-feira. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta de 11h25. De acordo com o tenente-coronel, a primeira equipe, do quartel do Centro, que atuou no combate ao incêndio já foi liberada e os militares foram encaminhados para o serviço de atendimento psicológico.
Equipes dos quarteis de Vila Isabel, Benfica, Central e o Serviço de Suprimento de Materiais do Corpo de Bombeiros atuam no local, que ainda não teve o fogo controlado.
Um PM, que chegou por volta 12h, no início do incêndio, tem uma suposição para o que possa ter acontecido. “O incêndio era um foco pequeno e, provavelmente, os bombeiros entraram com o cilindro menor, subiram, retiraram as pessoas, e o foco cresceu. É o que pode ter pego os bombeiros de surpresa”, disse o policial, que não quis se identificar.
O administrador Marcio Bonan, que trabalha perto da Whiskeria, contou que o foco do incêndio parecia ser pequeno no começo e que a brigada de incêndio da Transpetro alertou os funcionários. “Cheguei a ver cerca de 10 pessoas saindo pelos fundos da Quatro por Quatro. Elas não estavam tossindo e não pareciam que tinham inalado fumaça. As meninas pareciam desorientadas e estavam muito abaladas. Algumas chorando”.
Ainda segundo Marcio, o incêndio tomou uma proporção maior após a saída dos funcionários. “No início, parecia algo pequeno. Mas cresceu de repente. Eu acho que isso aconteceu porque tem muito material inflamável lá dentro. Tanto que os bombeiros estão combatendo o incêndio até agora”.
Ainda segundo Marcio, o incêndio tomou uma proporção maior após a saída dos funcionários. “No início, parecia algo pequeno. Mas cresceu de repente. Eu acho que isso aconteceu porque tem muito material inflamável lá dentro. Tanto que os bombeiros estão combatendo o incêndio até agora”.
Já Vanessa Ferraz chegou ao local desesperada, nervosa e chorando muito. Ela é irmã do militar Rodolfo Ferraz, do quartel Central, e viu a notícia das mortes dos bombeiros pela internet. Desesperada, ela foi saber se o irmão era uma das vítimas.
No local, ela encontrou o irmão em segurança, fazendo o trabalho de combate dos últimos focos de incêndio. E deram um rápido abraço emocionado. “Na notícia não dizia o nome dos bombeiros. Eu estava numa apresentação da escola da minha filha e vim correndo. Mas, graças a Deus, está tudo bem com meu irmão”.
Em nota, o governador Wilson Witzel lamentou as mortes dos bombeiros.”Quero manifestar meu pesar. Foram heróis que perderam suas vidas cumprindo o seu dever. Ordenei rigorosa apuração de todos os fatos que ocorreram durante o combate ao incêndio e que resultaram nesta tragédia. Presto solidariedade às famílias das vítimas. Que Deus os receba e abençoe”, disse.
Por Bernardo Costa
O DIA
O Governo do Estado decretou luto de três dias em virtude da trágica ocorrência.




