Prédio invadido no Parque Alzira Vargas foi ao chão no último final de semana em Campos

O prédio que a mais de dez anos havia sido invadido e ocupado ilegalmente por ex-alunos da Universidade Federal Fluminense (UFF) e logo depois, por malabares estrangeiros e andarilhos, veio a baixo no último final de semana.

Foto: Isaias Fernandes
Há muito tempo os casos relacionados a Educação vem se tornando foco de sérias e preocupantes discussões no cenário brasileiro. São cortes nos orçamentos, política se achando no direito de indicar diretores de acordo com seus interesses, onde quase sempre se faziam barganha com parlamentares quanto a suas indicações, universidades que apanhavam verbas e não prestavam as devidas contas, agora por exemplo, se discuti a ideologia de gênero em sala de aula e na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, a censura entra em cena para retirar das prateleiras, livro contendo insinuação a tal ideologia, provocando briga no já combalido moralmente, judiciário do país.
Pois bem, uma briga que se arrastava a anos, entre a construtora F Kury e a Prefeitura de Campos, teve ao menos um de seus capítulos finalizado neste último final de semana.
É que um ano após entrar com ação na justiça pleiteando reintegração do imóvel ocupado por seus invasores , que o fizeram na pequenina gestão do então aliado da ex-prefeita Rosinha Garotinho, o ex-vice prefeito de Campos, Roberto Henriques, que num período de 40 dias ocupou a cadeira de gestor do município, quando o então prefeito, Alexandre Mocaiber, foi afastado por determinação da justiça Eleitoral. Foi naquele período, no ano de 2017, que o prédio que antes era alugado justamente pela prefeitura e que há muito não cumpria com o contrato de locação e não pagava o referido aluguel, que os estudantes da UFF, aproveitaram para invadir o prédio que logo em seguida, passou a receber em seu interior, malabares de diversos países da America do sul, hippies e de andarilhos simpatizantes que também eram bem vindos na residência, que já não contava mais com luz e nem água.
Lá, no interior da casa, eles se amontoavam e a lei que imperava em seu interior, era determinada pelos seus líderes, que na grande maioria das vezes, pregava a quase total liberdade de atos, prevalecendo a máxima dos anos 60, “paz e amor”.
Foi então dessa forma que lá eles viveram até o último final de semana, quando, em posse de um mandato judicial, os verdadeiros proprietários da tal casa, conseguiram fazer com que o prédio, que já corria sério perigo de desabar, pois os seus ocupantes, invasores, até fogo em seu interior já haviam posto, além de janelas e portas queimadas e destruídas, paredes tinham sido perfuradas, partes do telhado já não existiam e várias infiltrações podiam ser vistas por todos os cantos do imóvel. Sem falar nos azulejos que haviam sido retirados e destruídos.
A presidente do Coppam, Cristina Lima, apoiou a demolição do prédio que já não possuía a menor condição de ser habitada, correndo o risco de vir ao chão a qualquer momento:
— Não havia nenhum decreto de tombamento, pois a casa havia sido descaracterizada, desde 1945, pela construção do segundo andar, em estilo moderno, e foi assim que foi comprada pelos atuais proprietários. Também não é centenária como muitos supõem. A partir da construção da Cidade da Criança (inaugurada em 2015) e com o tombamento do prédio antigo que pertencia à Prefeitura, descaracterizou-se também a área, segundo membros de órgãos de preservação de prédios de valor histórico, o que não é o caso do mesmo — informou a presidente do Coppam, Cristina Lima.
No posicionamento, Cristina citou o estado de deterioração em que se encontrava o prédio.
— Inclusive, as condições precárias do imóvel, em situação de desabamento, foram causadas pelos ocupantes. A casa estava destelhada em algumas áreas, (o) madeiramento do telhado todo comprometido, chovendo internamente, (com) infiltrações, crateras nas paredes; incendiaram um cômodo, talvez por deixarem velas ou bingas de cigarro acesas; janelas e portas com as madeiras podres e com lascas e pedaços tirados, banheiros com azulejos retirados, pisos quebrados; por fora cheio de entulho, além do cheiro fétido — complementou a presidente do Coppam.
Já ontem na segunda-feira, os indesejáveis ocupantes da tal casa, não eram mais vistos nas suas redondezas e nem nos semáforos da cidade, fazendo suas repetidas apresentações circenses e pedindo dinheiro aos motoristas dos carros que já sofrem com os engarrafamentos nos horários de pico.
Já os proprietários do prédio, ainda terão um grande e sofrido caminho a percorrer, na tentativa de receberem os aluguéis devidos pelas gestões municipais anteriores, por conta da enorme burocracia criada neste país, pelos próprios políticos.

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