Mais de 150 homens de várias unidades do Corpo de Bombeiros estão no local em busca de vítimas nos escombros.
Um edifício vizinho também pegou fogo nos três primeiros andares, mas não corre risco de desabamento. A Igreja Evangélica Luterana, que fica ao lado do prédio em chamas, também pegou fogo e parte da estrutura desabou.
chamas começaram por volta das 1h30 no 5º andar
Prédio de 24 andares abrigava ocupação irregular
Defesa Civil diz que 90 famílias viviam no local
Homem caiu junto com o prédio em tentativa de resgate
Bombeiros combatem focos de incêndio e buscam desaparecidos
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Prédio de propriedade do governo federal no Largo do Paissandu estava ocupado por cerca de 90 famílias – a grande maioria dos moradores foi retirada antes do desabamento. Veja como ele era:
ANTES E DEPOIS: Região do Largo do Paissandu em imagem de 2017 e hoje (Foto: Google Maps/Marcelo Brandt/G1)
Bombeiros começam as buscas por vítimas nos escombros do prédio que desabou na região do Largo do Paissandu, em São Paulo.
Bombeiros começas as buscas por vítimas nos escombros (Foto: Marcelo Brandt/G1)
Prédio vizinho ainda apresenta focos de incêndio e muita fumaça pela manhã. Segundo os bombeiros, o edifício não corre risco de desabamento e todos os moradores já foram retirados do local.
Um incêndio começou pela 1h30 da madrugada no prédio em frente, que acabou desabando poucas horas depois. Ainda não há um balanço oficial de feridos ou vítimas.
Prédio à frente ainda apresenta chamas pela manhã da terça-feira (1) (Foto: Marcelo Brandt/G1)
O secretário de Assistência Social da Prefeituras de São Paulo, Filipe Sabará, disse à GloboNews que 90 famílias, num total de 248 pessoas, estavam no prédio e estão sendo atendidas pela secretaria. A prefeitura pretende levá-las para um centro de acolhida.
Moradores saíram correndo do prédio no meio da madrugada levando quase nenhum pertence (Foto: Leonardo Benassatto/Reuters)
Prédio em chamas desabou no momento em que morador era resgatado, na região do Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo.
“O Corpo de Bombeiros já tinha feito vistorias neste prédio, já tinha atuado de forma a verificar o que tinha acontecido aí (na ocupação). Todas as autoridades competentes estavam cientes em relação às condições de segurança desse prédio”, afirmou o capitão Marcos Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros.
Segundo ele, a situação do imóvel e da ocupação irregular contribuíram para o rápido avanço das chamas.
“Ele tinha elevadores que foram substituídos (retirados). Então, esses dutos de ar que tinham no meio, pelo fosso do elevador, acabam formando uma chaminé. Você tinha muito material combustível: madeira, papel, papelão, algo que fez com que essa chama se propagasse com rapidez.”
“Eu estava dormindo, acordei meu marido gritando ‘fogo, fogo, fogo’. Peguei meu filho e saí. Não consegui salvar os documentos dele, consegui salvar só os meus. Estou aqui no meio da rua, com roupa de dormir, sem nada”, afirma Crivalda, que morava no prédio que desabou havia 1 ano.
“Eu tinha medo mas eu não tinha condições de morar em outro lugar.”
Vasty, cão farejador dos Bombeiros, será usado na tentativa de encontrar desaparecidos sob os escombros. As buscas devem começar ainda hoje.
Vasty, cão farejador dos Bombeiros, é usado na tentativa de encontrar vítimas (Foto: Kleber Tomaz/G1)