Marina corre para ampliar bancada da Rede e não ficar fora de debates

Aval de Marina ao impeachment de Dilma em 2016 foi justificativa de deputado para deixar Rede
A pré-candidata Marina Silva (Rede Sustentabilidade) se prepara para disputar novamente a Presidência da República e, na terceira tentativa, acumula uma série de desafios a pouco mais de cinco meses da data limite para registrar da candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 15 de agosto. A falta de dinheiro para financiar a campanha e a ausência de um vice já eram barreiras difíceis no caminho de Marina. A debandada de dois dos quatro deputados federais da legenda criou, agora, um novo obstáculo.

Apesar da confiança do parlamentar da Rede, o partido tem procurado por deputados dispostos a aproveitar a janela de transferência de legenda, que termina em 7 de abril. Ao menos dois parlamentares foram procurados. Ambos recusaram.
Rodrigo Martins (PSB-PI), integrante do grupo dissidente da legenda que apoia o governo Michel Temer, foi convidado nesta terça-feira 27 por um emissário de Marina, o deputado João Derly (RS) o outro integrante da Rede na Câmara. “É muito pouco provável que eu vá para a Rede. Eu já tinha conversado com outros partidos antes e a Rede chegou um pouco atrasada”, afirma Martins, que se diz próximo de entrar no PRB.
O outro não foi dado por Augusto Carvalho (SD-DF), que confirmou, por meio de sua assessoria, a sondagem da Rede e a recusa ao convite. Ele negou que deseja deixar o Solidariedade.
Vice do Judiciário
A ofensiva é ensaiada também no Senado, onde o partido da ex-senadora tem apenas Randolfe Rodrigues (AP). A própria Marina teria convidado o senador José Antônio Reguffe (sem partido-DF) a se filiar. Ele está sem partido desde que se desligou do PDT em 2016, é amigo dela e foi um dos apoiadores da criação da Rede. Mas ele teria rejeitado a oferta da líder da Rede.
Outra dificuldade de Marina, por duas vezes terceira colocada na eleição presidencial (2010 e 2014), tem sido a tentativa de atrair um vice para sua chapa. “É cada vez mais difícil [encontrar um vice de partido] porque os partidos têm candidatos e a Marina é uma candidata imposta pela própria Rede”, reconhece Miro Teixeira.
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