IMTT erra prazo para consórcios e Baixada ainda sem ônibus

PAULA VIGNERON

Moradores da Baixada seguem com dificuldades
Moradores da Baixada seguem com dificuldades / Paulo Pinheiro
Após o impasse entre as empresas do consórcio União e a Prefeitura de Campos, em relação à permanência da circulação de ônibus devido ao não cumprimento de regularizações, o poder municipal informou, em nota, que, por questões de trâmites administrativos, houve atraso na entrega da notificação aos Consórcios Rogil e Planície, que devem assumir os itinerários do União. Por isso, foi estendido, até esta quarta-feira (28), o “prazo final para dar a resposta sobre o atendimento às linhas deficitárias do consórcio União, notificada por descumprimento do contrato com a Prefeitura”. Simultaneamente, os moradores do município continuam a enfrentar dificuldades diários em relação ao transporte público.
  • Moradores da Baixada seguem com dificuldades

  • Foto:Paulo Pinheiro

Conforme informou a gestão, em nota, a entrega da notificação “foi protocolada no dia 27 de fevereiro, não em 26 de fevereiro”. “O Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) explica que aguarda o posicionamentos dos consórcios 1 (Planície) e consórcios 3 (Rogil) até o final desta quarta-feira. Até o momento não houve manifestação dos consórcios”, afirmou. A Prefeitura explicou que as linhas que apresentam problemas — como descumprimento de horários, frequência e itinerários, além de desrespeito à gratuidade de estudantes e idoso — e estão descritas notificação 199/2018 são: Rodoviária para Farol, Furadinho, Tócos, Córrego Fundo, Correnteza, Beira do Taí, Capela São Pedro, Baixa Grande, Ponta Grossa, Quixaba, São Martinho, São Sebastião; e Centro para Parque Saraiva, Parque Imperial, Penha, Penha (via Estância), Goitacazes, Fazendinha, Donana, Capão, Carvão e Bugalho.

Enquanto aguardam a definição por parte do poder público e das empresas de ônibus, os moradores, principalmente da Baixada Campista e proximidades, lidam com problemas para conseguirem transporte até a área central da cidade. A professora Luciene Venâncio, de 39 anos, mora em Barra do Furado. Ela relatou que a vinda para Campos é precária:
Moradores da Baixada seguem com dificuldades
 Está horrível. Temos uma van que atende três ou quatro horários por dia. Não está dando conta. Vem super lotada. A gente sabe que é um perigo nas estradas. Para quem depende de ônibus para vir a uma consulta ou agir outros tipos de situações, realmente, está muito difícil. Estamos contando só com essa van. A Turisguá parou. Ninguém tem informação para nos dar. A gente acaba ficando à mercê de tudo que é ruim. Não sabemos que horas vamos chegar a casa ou se vamos chegar. Quem paga somos nós.
Também morador de Barra do Furado, o mecânico Jaldon Manhães, de 56 anos, acredita que uma parceria entre as prefeituras de Campos e de Quissamã, onde fica a localidade, poderia facilitar o transporte da população. “Tiraram os ônibus de lá porque a empresa disse que estava dando prejuízo. Se está dando prejuízo, com a passagem a R$ 2,75, aumenta um pouco (o valor), então. Pelo menos, tem ônibus. Se as pessoas passarem mal, como faz sem o ônibus?”, questionou.
Mais informações:Folha 1

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