Não é só em Campos, vivemos uma insegurança’, diz servidor sobre perspectiva de pagamento do próximo salário

Ele relatou que passou por uma série de dificuldades no início de janeiro e gerou juros sobre o cartão de crédito e parcelas do empréstimo consignado.
“Tem pais que têm filhos com eficiência e precisam comprar medicamentos e ficam preocupados com essa incerteza. Tenho cinco empréstimos consignados e estou com nome no SPC [Serviço de Proteção ao Crédito]. Estamos preocupados com a maneira como o estado vem sendo tratado”, salientou.
Mas ele não foi o único com receio do que podo acontecer no próximo mês. O servidor do Instituto de Terras e Colonização de Roraima (Iteraima), Joanes Abreu, relatou estar inseguro e por conta do atraso precaveu o orçamento e poupou gastos como forma de prevenir eventuais atrasos no pagamento do salário.
“Diante da perspectiva de atrasos, não podemos firmar compromissos com terceiros e ainda estamos com medo de não cumprirmos com as despesas feitas. Estamos insegurança para termos manutenção básica. Como vamos deixar energia, água e demais compromissos em dia?”, questiona o servidor.
TERCEIRIZADAS
“Se a preocupação daqueles que têm de receber até o quinto dia útil, imagine a gente”, desabafou uma funcionária da empresa terceirizada União, Comércio e Serviços (UCS), que presta serviços na Unidade irmã Camila.
Ela contou que a empresa entrou no quinto mês sem receber salários. A previsão, segundo divulgada em audiência pública na Casa Legislativa, é para depois de a peça orçamentária ser aprovada pelo Executivo.
A reportagem procurou o Governo do Estado para saber se o pagamento será efetuado em dia, ou sobre a previsão da aprovação da peça orçamentária e aguarda resposta. Mais informações na edição impressa do Roraima em Tempo desta sexta-feira (26).
