Maluf foi a 4 de 21 sessões na Câmara, entre novembro e dezembro

Apesar das faltas, deputado não estava de licença médica; ele deve ser transferido para o presídio da Papuda, a qualquer momento

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O deputado Paulo Maluf (PP-SP), de 86 anos, que se entregou à Polícia Federal, em São Paulo, ontem (20), para começar a cumprir imediatamente a pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão, foi a apenas quatro das 21 sessões realizadas na Câmara, entre novembro e dezembro.

De acordo com informações da coluna Expresso, de Época, apesar das faltas, ele não estava de licença médica. O estado de saúde do deputado tem sido usado pelos advogados dele como justificativa para a sua prisão domiciliar.

A defesa alega que, devido à idade avançada, a condição de Maluf é frágil. No entanto, ainda segundo a coluna, em entrevista no último mês de setembro, o deputado afirmou que estava bem de saúde e que pretendia buscar a reeleição em 2018. “Nesta idade, a saúde é como o tanque de combustível na reserva. De repente a gasolina acaba”, disse.

Maluf foi condenado, em maio, pelo crime de lavagem de dinheiro. A determinação para que cumpra a sentença em regime fechado foi do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

O deputado passou a primeira noite em uma das celas da superintendência da PF, mas deve ser transferido, a qualquer momento, para o presídio da Papuda, no Distrito Federal.

Lá, de acordo com informações de O Globo, tudo indica que ele ocupará o bloco V, da Ala B, do Centro de Detenção Provisória (CDP), uma espécie de setor VIP da penitenciária, destinado a políticos, policiais e idosos.

Embora a Subsecretaria do Sistema Penitenciário não tenha confirmado, é possível que o deputado passe a ocupar uma cela individual, equipada com com vasos sanitários, na mesma na área onde já estão o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o ex-senador Luiz Estevão.

“Ali as pessoas têm um pingo de dignidade. Uma cela com vaso sanitário é fundamental. Ele (Maluf) não poderia ficar numa cela com ‘boi’ – um buraco no chão. Ele não consegue agachar”, explicou o advogado dele, Antônio Carlos de Almeida Castro, o “Kakay”.

Ele informou, ainda ontem, que entraria com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), para tentar reverter a decisão de Fachin. “Confiamos que a presidência do tribunal devolverá o direito do deputado de ver seu recurso ser analisado pelo pleno do Supremo”, disse Kakay

fonte:noticiasaominuto

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