Em caso de confronto com a Coreia do Norte, uma nova e fatal arma pode ser usada pelos EUA

Por BBC

B-52 das Forças Armadas dos EUA participa de treinamento militar, em 2014 (Foto: Air Force/Staff Sgt. Roidan Carlson/Reuters/Divulgação)

B-52 das Forças Armadas dos EUA participa de treinamento militar, em 2014 (Foto: Air Force/Staff Sgt. Roidan Carlson/Reuters/Divulgação)

      Garanta o seu churrasco de confraternização de fim de ano.

Nos arredores da cidade de Albuquerque, no Estado do Novo México, uma equipe de especialistas da Força Aérea americana desenvolve uma arma pouco tradicional, mas que poderia ter um objetivo estratégico: deter os mísseis nucleares da Coreia do Norte.

Não é um armamento qualquer. Trata-se de um tipo de arma eletromagnética que não é nociva para o ser humano e cuja base de funcionamento é a mesma tecnologia de um forno micro-ondas.

E, segundo diversos especialistas em assuntos militares consultados pela BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, poderia ser uma alternativa para desativar as armas nucleares de Pyongyang de forma efetiva, sem gerar grandes prejuízos.

O “Projeto de mísseis avançados de micro-ondas de alta potência de interferência eletrônica” (Champ, na sigla em inglês) prepara, em essência, projéteis que emitem ondas de altíssima frequência, capazes de fritar sistemas eletrônicos.

“Tendo em conta o estado da tecnologia no mundo moderno, em que quase tudo funciona por meios digitais, esse tipo de míssil emite micro-ondas de altíssima frequência, capaz de interromper ou inativar os equipamentos eletrônicos”, explica James Fisher, porta-voz da base Kirtland da Força Aérea americana, em Albuquerque, a sede do projeto.

O espaço, que foi um dos lugares de apoio para o Projeto Manhattan (a investigação dos Estados Unidos para desenvolver a bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial), agora centra suas investigações neste novo tipo de armamento baseado no espectro eletromagnético.

“O Champ é basicamente um míssil de cruzeiro, mas sem carga, que pode ser lançado por bombardeiros B-52 e que tem um alcance de uns 1.130 quilômetros”, detalha Fisher.

Mas sua utilidade como armamento transcende o potencial lançamento de um míssil atômico pela Coreia do Norte.

Armas eletromagnéticas

Não é a primeira vez que os Estados Unidos experimentam as ondas eletromagnéticas.

Oriana Skylar, especialista em temas de segurança na Universidade de Georgetown, afirma que a Força Aérea investigou e utilizou o potencial das micro-ondas como arma no decorrer das últimas décadas.

Deixe uma resposta