Uma das maiores provas da falência do judiciário, para não usar outro termo.

Por: SUZY MONTEIRO 

Não estamos aqui para dizer quem está certo ou errado, apesar da resposta ser pública e notória, mas no mínimo, a vergonha deveria vir a tona, pois no próximo ano, ou seja, daqui a menos de um mês e meio, o processo completa dez anos e a sociedade não obteve uma resposta satisfatória por parte do (judiciário) até o dia de hoje.
Foto: Somos Assim
Só para lembrar, tem gente que recebeu e nem neste planeta vive mais para contar onde foi parar o cinquentinha que recebeu. E por falar nisso, em tempos de Chequinho dominando as três instâncias da Justiça Eleitoral, os rescaldos da operação Cinquentinha voltam à cena na próxima terça-feira, dia 21. Neste dia, segundo consta na pauta do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), será julgado Recurso Criminal Assis Gomes da Silva Neto e Thiago Calil, ambos condenados na Cinquentinha, operação da Polícia Federal (PF), que investigou compra de votos na eleição de 2008 em distritos de Campos.
O processo voltou ao TRE por decisão do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que negou, por unanimidade, em março último, recurso dos dois réus. Eles recorriam contra o acórdão do TRE que, por maioria, deu parcial provimento ao recurso do Ministério Público Eleitoral para majorar as penas dos recorrentes.
Em primeira instância, o juízo julgou procedente a ação penal por três delitos de corrupção eleitoral, em continuidade delitiva, e por formação de quadrilha. Cominou a ambos a mesma pena, 3 anos e 3 meses de reclusão e 11 dias-multa, o que foi transformado em duas penas restritivas de direito. Em segundo grau, a pena foi para quatro anos e oito meses.
A decisão do TSE negou seguimento ao recurso especial de Assis Gomes da Silva Neto, mas deu parcial provimento ao recurso especial de Thiago Machado Calil, determinando o retorno dos autos ao TRE-RJ para que se proceda nova dosimetria da pena do recorrente.
Para lembrar — A Cinquentinha investigou compra de votos por R$ 50 na eleição de 2008 para a Prefeitura de Campos. O esquema, de acordo com investigação da Polícia Federal, ocorreu em vários distritos, porém, com maior intensidade em Vila Nova.
Vinte e uma pessoas foram condenadas. Calil e Assis foram apontados como líderes do esquema, que seria para beneficiar a então candidata Rosinha Garotinho (PR), que foi eleita prefeita de Campos, e o candidato a vereador Marcus Alexandre, que não foi eleito.
Thiago Calil foi um dos primeiros nomeados no primeiro governo Rosinha Garotinho, como subsecretário de Governo.
Foto: Somos Assim

Deixe uma resposta