O ocaso dos bilionários
Acostumados com um estilo de vida luxuoso, os empresários Joesley Batista e Eike Batista vendem apartamentos, iates, carros e até ilhas para pagar dívidas e multas

Joesley Batista, antes de aparecer no noticiário envolvido na Operação Lava Jato e como delator que tentou abalar o governo, era conhecido pela vida de luxo que ostentava. Seu casamento com a jornalista Ticiana Villas Boas, uma festa avaliada em R$ 6 milhões, teve shows de Ivete Sangalo e da dupla sertaneja Bruno & Marrone e uma bolsa Chanel atirada aos 1.500 convidados. A cerimônia foi uma pequena amostra do tamanho do patrimônio e do poder de Joesley. O empresário tem um iate, o Leonardo 100, do estaleiro Azimuth, uma embarcação de 98 pés (30,4 metros) com três andares, quatro quartos e capacidade para 25 pessoas, avaliada em US$ 10 milhões. Joesley tem ainda um apartamento em Nova York de 685 metros quadrados, para onde foi quando assinou o acordo de delação premiada, e uma ilha em Angra dos Reis, comprada do casal Luciano Huck e Angélica em 2013.
O caso de Eike Batista representa uma ascensão e queda tão vertiginosas quanto espetaculares. O Grupo X, império construído pelo empresário, contava com usinas térmicas, mineradoras, petroleiros e estaleiro e se fortaleceu durante a política de campeões nacionais do ex-presidente Lula. No auge do período de euforia, Eike ostentava carros exclusivos, como uma Mercedes Benz SLR McLaren, avaliada em US$ 1,2 milhão, em 2006, e uma Lamborghini Aventador, modelo vendido no Brasil a pouco mais de R$ 3 milhões. Os carros esportivos eram tratados como obras de arte e exibidos na sala da casa do empresário. Depois que algumas promessas de Eike se mostraram um delírio, algumas de suas empresas entraram em dificuldades. Em janeiro deste ano, teve sua prisão decretada pelo juiz Marcelo Bretas. Denunciado pelo MPF por corrupção e lavagem de dinheiro, cumpre hoje prisão domiciliar. Segundo a Forbes, a queda de seu patrimônio é uma das maiores da história. Depois de alcançar um patrimônio de US$ 34 bilhões, tornou-se um bilionário negativo, ou seja, ficou nove dígitos no vermelho, e agora conta com pouco mais de US$ 100 milhões, de acordo com a Bloomberg.
As dívidas e cobranças continuam. O Bradesco, um de seus maiores credores, luta na justiça para receber mais de R$ 1 bilhão do empresário. Assim como Joesley, Eike ainda tenta se desfazer de alguns bens. Compõem a lista um jet ski, a Lamborghini Aventador e lanchas como a Spirit of Brazil Intermarine 680, de 68 pés (20,7 metros), avaliada em R$ 3,5 milhões.

Foto: Política – Estadão
Sem contar por onde começaram as delações, desse, não se tem aquilo que falar mais no momento, que foi Marcelo Odebrecht, um dos primeiros a serem presos e a aderir a delação premiada, que no seu caso, chegou a fazer algum efeito até o momento, pois nos demais, Ministros da justiça interferem toda hora tirando criminosos das cadeias que lhes são impostas pela verdadeira justiça e PF.
Fonte: ISTO É
