Em interrogatório, Wladimir nega participação na Chequinho
Por: Suzy Monteiro.

O empresário Wladimir Garotinho foi interrogado na tarde desta sexta-feira (27), no Fórum de Campos. Ao contrário do pai, que recusou-se a responder às perguntas do juízo, no interrogatório ocorrido em julho, Wladimir respondeu aos questionamentos e apresentou sua defesa. As informações são do editor de Política Aldir Sales.
Réu em Ação Penal da Chequinho, Wladimir negou participação e ainda apresentou documento, demonstrando que ele e o pai, Anthony Garotinho, estavam viajando no dia de uma reunião após a eleição. A reunião foi citada pela testemunha Beth Megafone, em depoimento à Justiça. Segundo ela, nesse dia na casa da Lapa, após a eleição, Garotinho teria dito que os problemas envolvendo a Chequinho ocorreram porque Wladimir teria incluído candidatos apoiados por ele.
Além do interrogatório, aconteceu, também, oitiva das testemunhas de defesa.
Entre as testemunhas, estava o deputado estadual Bruno Dauaire (PR), do qual Wladimir é amigo e chefe de gabinete na Alerj. Questionado pelo Ministério Público, Bruno negou qualquer conversa ou reunião que tivesse tratado sobre suposta compra de votos.
Também testemunharam o ex-procurador-geral do Município Matheus José e o ex-subprocurador Fabrício Ribeiro – este último dono do escritório onde teria ocorrido uma reunião em que Garotinho teria determinado a supressão de documentos referentes ao Cheque Cidadão. Ambos negaram também qualquer irregularidade.
Ao final da audiência, o juiz Ricardo Coimbra revogou as medidas restritivas impostas a Wladimir e ainda marcou prazo para entrega de alegações finais.
Pela manhã, aconteceu a a oitiva de testemunhas na ação penal que tem entre os réus os vereadores Linda Mara Silva (PTC) e Ozéias (PSDB).
Mais informações na edição de amanhã da Folha da Manhã.
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