Em assembleia, médicos de Campos decidem entrar em estado de greve

Durante assembleia geral extraordinária do Sindicato dos Médicos de Campos (Simec), na noite desta terça-feira, na Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia, os médicos de Campos decidiram entrar em estado de greve.
Dos 33 presentes na reunião, 23 votaram a favor da medida. Categoria irá trabalhar em alerta e formar comissão para estudar uma forma de continuar reivindicando melhorias.
No início do mês, representantes do Simec já haviam se reunido, na presença do presidente da seccional campista do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), para discutirem os problemas relacionados à Saúde. Os principais foram a falta de medicamentos e insumos, o corte de serviços em algumas unidades e demissões de profissionais. À Folha, o presidente do Simec, José Roberto Crespo, se posicionou a respeito da situação. “O problema da Saúde vem se arrastando desde o governo passado, não é uma coisa atual. A gente tem conhecimento e compreensão de que o orçamento municipal diminuiu pela metade. Temos conversado regularmente com o prefeito e a secretária. O que a gente luta é para mostrar aos gestores que estamos lidando com vidas. Essa é a minha grande angústia. O prefeito tem que criar um modelo de gerência e ver o que vai comprar, quais serviços vai ter. Tem que tentar se readequar a esse orçamento. Até concordo que algumas unidades talvez possam ser fechadas, isso é um modelo gerencial”, disse.
Folha 1

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