Polícia agora está a procura de casal que teria alugado casa para construir túnel para roubo a banco

A polícia procura um casal que alugou a casa usada por uma quadrilha que pretendia roubar R$ 1 bilhão do cofre do Banco do Brasil na Zona Sul de São Paulo. Os criminosos fizeram um túnel ligando a residência até a agência; 16 deles foram detidos na segunda-feira (2) e tiveram prisão preventiva decretada na terça (3).

 (Foto: Editoria de Arte/G1)

Situada na Rua Antônio Buso, na Chácara Santo Antônio, a residência que servia como “quartel-general” foi alugada no dia 10 de junho. A polícia sabe que o casal usou documentos falsos para enganar a dona do imóvel.

A quadrilha foi flagrada reunida num galpão na Zona Norte da capital. Ali, eles fabricavam peças e separavam trilhos que seriam montados dentro do túnel. Segundo a polícia, o dinheiro seria retirado do cofre em carrinhos e levado direto para a casa.

O túnel, que tem iluminação, escoras de ferro e de madeira e ventilação, chegou até o banco. O roubo deveria ocorrer na sexta (6) ou neste fim de semana. Para fugir com o dinheiro, os bandidos tinham sete carros blindados. Segundo a polícia, eles seriam usados para transportar o dinheiro.

A polícia ainda precisa confirmar a última parte do plano: como a quadrilha chegou até a parede do cofre. Os bandidos usaram galerias de águas de chuva e também de cabos para se aproximar do prédio. Ainda não se sabe em que ponto da calçada ou no meio da rua eles usaram para furar um novo túnel e invadir o complexo.

Funcionários do banco passaram a tarde de terça abrindo as tampas das galerias que ficam em torno do banco. A polícia diz que os criminosos gastaram R$ 4 milhões em equipamentos, materiais, ferramentas, roupas especiais e alimentação. O dinheiro teria sido adquirido em outros roubos.

A escavação durou mais de três meses e meio. Os investigadores dizem que a obra foi concluída há quatro dias. A polícia ainda procura também a pessoa que projetou o túnel, possivelmente um engenheiro. “É alguém com expertise para fazer esse tipo de crime. Às vezes uma assistente, um mestre de obras, ele consegue fazer quase. Não com a precisão do engenheiro, mas se aproxima”, disse o delegado Fábio Pinheiro Lopes, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

G1

Deixe uma resposta