Jorge Picciani volta à Alerj e diz que não expulsa Cabral do partido: ‘Decisão inócua’

Jorge Picciani (PMDB) presidindo sessão da Alerj em abril deste ano; ele retorna nesta quarta-feira após tratar câncer (Foto: LG Soares / Alerj / Divulgação)Jorge Picciani (PMDB) presidindo sessão da Alerj em abril deste ano; ele retorna nesta quarta-feira após tratar câncer (Foto: LG Soares / Alerj / Divulgação)
Jorge Picciani (PMDB) presidindo sessão da Alerj em abril deste ano; ele retorna nesta quarta-feira após tratar câncer (Foto: LG Soares / Alerj / Divulgação)

O retorno do presidente da Alerj foi celebrado nos corredores da Casa, onde recebeu beijos e abraços de líderes partidários – tanto da situação, quanto da oposição. Os parlamentares celebraram o poder de articulação de Picciani, que respondeu a perguntas sobre seu estado de saúde, e abusou do bom humor.

À reportagem, brincou sobre a impossibilidade do governador Pezão se candidatar novamente ao Governo do Estado. “O Pezão nem pode (ser candidato), já foi reeleito. Graças a Deus”, ironizou. Mais sério, disse que o governador foi “incansável” na assinatura do Regime de Recuperação Fiscal, embora aponte defeitos em seu mandato.

“Na recuperação fiscal, Pezão tem responsabilidade enorme. Assim como nós, a Alerj, também. Eu e o presidente (da Câmara) Rodrigo Maia ajudamos muito para que chegasse a um bom termo, mas Pezão foi incansável. Tem muito mérito nisso, mas tem também responsabilidade por não ter reconhecido tamanho da crise e ter demorado a tomar decisões que acabaram agravando a crise. Isso falo desde o primeiro semestre de 2015. Em março, pela queda de receitas federais, avisei que crise se avizinhava”, afirmou.

Paes candidato em 2018

De acordo com o presidente da Alerj, Eduardo Paes deve ser o nome do PMDB na eleição para o Governo do Estado do ano que vem. No plano nacional, ele reconhece que será mais difícil encontrar um nome para candidatar-se à presidência da República. “Não tem”. A reportagem questionou se o nome do próprio Jorge Picciani não era uma possibilidade. Ele negou.

“Vou brigar com o deputado Zaqueu Teixeira por votos em Queimados”, disse em alusão ao deputado do PDT que, assim como ele, é campeão de votos na cidade da Região Metropolitana e acompanhava a entrevista à espera de uma reunião. Fora da sala, funcionários da Casa aguardavam simplesmente para cumprimentá-lo.

“Vou concorrer como candidato a deputado estadual. Ainda está muito cedo (para falar em presidência da Alerj). Primeiro tem que combinar com o povo e vencer as eleições”, concluiu.

Condução coercitiva dias antes do afastamento

Conduzido coercitivamente dias antes do afastamento para se tratar do câncer, Piccciani avalia que a decisão foi injusta. “Nas delações, há uma hipótese de que tentam atingir sempre alguém de cima. Sei como me conduzi, jamais negligenciei com meus mandatos e cometi ato de ofício para beneficiar ou prejudicar quem quer que seja”, afirma.

Dentro dessa hipótese, ele não descarta novas citações que – diz o deputado – serviriam somente para beneficiar o próprio delator. “Tenho filho de 2 meses e de 38 anos. Tenho que tocar a vida. Não duvido que isso ocorra, mas não tenho essa preocupação. É acordar cedo, trabalhar, cuidar dos meus filhos e exercer com dignidade meu mandato”.

G1

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