Família, amigos, alunos e funcionários do Uniflu se despedem de Regina Sardinha
Por: PAULA VIGNERON
Familiares e amigos, incluindo professores e funcionários do Centro Universitário Fluminense (Uniflu), se despediram, na manhã desta quarta-feira (4), da ex-reitora Regina Sardinha. A professora morreu na tarde dessa terça (3), devido a um câncer. A doença foi diagnosticada pela primeira vez em 2004. Regina estava internada na UTI de um hospital do município e seu velório aconteceu no prédio da instituição de ensino, no Centro, entre a noite de terça e esta manhã. Às 9h, foi celebrada a missa de corpo de presente. O cortejo seguiu para o cemitério do Caju e enterro foi às 11h.

Durante a cerimônia, entre orações de despedida, Cacaia Mattoso, professora do Uniflu desde o início dos anos 60, afirmou que Regina foi “exemplo, líder, vida”. Reitora, diretora, sem pompa e circunstância, sem gabinete adequado. Mas soube, mais do que nunca, nos mostrar a importância da força, da equipe e da coletividade do trabalho que realiza”.
Regina foi uma pessoa dividida que nunca se permitiu perder a unidade. Pessoa que se dividia como gestora, mas, na verdade, era uma luz compartilhada por todos nós que trabalhávamos com ela. Regina é um inesquecível monumento de amor e saudade. Mas não vai ficar a saudade. O que vai ficar é o prosseguimento de todos nós, que temos compromisso do tempo dela que não passa e do nosso que continua. Nossa união deve ser Regina. Ela é marca: marca de sol, marca de céu.

URURAU
O sol se escondeu para recebê-la, para iluminar seus caminhos — complementou Cacaia, emocionando os presentes.
Em respeito à antiga reitora – Todas as atividades acadêmicas do Uniflu foram suspensas na terça e na quarta. A ex-reitora esteve à frente da instituição de ensino por 20 anos. Ex-aluno do Centro Universitário, o jornalista Antônio Filho, apresentador da Plena TV, contou que entrou na antiga Faculdade de Filosofia de Campos (Fafic) em 2004. Desde então, conviveu, de maneira próxima, com Regina.
—Cobri muitas festas, principalmente as de aniversário da Fafic. Em todas as ocasiões, lá estava Regina, sempre simpática com todos. Em cada entrevista, a empolgação de uma pessoa que amava aquela casa de ensino e não media esforços para o seu progresso. Devo o começo de minha carreira na imprensa campista a ela e ao também saudoso professor Andral Tavares. Juntos, eles me deram a primeira oportunidade de fazer TV, ainda no primeiro período do curso, com 17 para 18 anos. Jamais esquecerei esses dois queridos mestres — relatou.
O jornalista também se recordou de uma passagem do livro “Durante a Travessia — Memórias e Histórias da Faculdade de Filosofia de Campos”, de autoria da ex-diretora da Fafic, Maria Thereza Venâncio, lançado em 2006, que cita a ex-reitora:
— A autora registrou a importância de Regina para a criação do Centro Universitário Fluminense: “Reitero, para dar mais ênfase, a afirmação anterior: o maior desafio da diretora Regina Coeli Sardinha foi a luta pelo credenciamento do Uniflu. Foi inegável a sua liderança, como foram invejáveis o seu entusiasmo e a sua disponibilidade em alcançar aquele objetivo”.
Folha1
