Os caminhos que podem levar a um falso crime de latrocínio

Um falso crime de latrocínio pode estar por ser desvendado pela polícia de Campos no norte do Rio de Janeiro. Reviravolta no caso da universitária Ana Paula Ramos, 25 anos, que foi baleada naquilo que seria um falso assalto na noite do último sábado (19), e que acabou tendo sua morte cerebral confirmada na madrugada desta terça-feira (22) no Hospital Ferreira Machado (HFM). A nova versão do caso entretanto, não foi confirmada ainda oficialmente pela Polícia Civil.

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Foto: Face Boook

Ocorrido inicialmente como se tivesse sido um latrocínio no último final de sema, o crime após investigações, passou a ser tratado como homicídio qualificado. A morte da universitária teria sido encomendada por uma mulher ligada à vítima, segundo depoimento de um suspeito detido. Além dela, que, segundo a Polícia Militar, foi detida nessa segunda-feira (21) no HFM, três homens foram presos: dois suspeitos de serem os executores do “assalto” e outro, que teria intermediado a contratação do homicídio.

Na bolsa da suspeita a polícia informou ter apreendido R$ 500 no momento da prisão, que seriam para completar o pagamento pelo homicídio, contratado por R$ 2,5 mil.
O primeiro suspeito foi detido no mesmo dia do crime. O outro homem que teria participado do ataque à jovem foi preso na noite dessa segunda-feira, em São Francisco de Itabapoana. Ele, de acordo com a polícia, teria assumido o crime e contado que os dois foram contratados pela cunhada de Ana Paula, por meio de um intermediário.
A vítima — Ana Paula estudava marketing e estava com casamento marcado para o dia 21 de outubro. No último domingo, dia seguinte ao falso assalto, seria realizado seu “Chá de Lingerie”. Na simulação do assalto, Ana Paula, mesmo após entregar o celular, foi baleada. Dois tiros atingiram o tórax e o outro a cabeça da vítima. Desde então, a jovem estava na UTI do HFM e lutava para sobreviver, até a madrugada desta terça-feira, quando foi constatada a morte cerebral.
Na tarde dessa segunda, amigos e familiares fizeram uma corrente de orações, no pátio do hospital, pelo restabelecimento da universitária.
Folha 1

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