Professora da UERJ compartilha em redes sociais o seu extrato bancário onde o mesmo se encontra zerado

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A professora Stela Guedes Caputo, de 50 anos, tomou um susto quando, na semana passada, checou sua conta bancária: estava vazia, zerada, sem nenhum tostão. Ela não tinha nem sequer um real para ajudar a pagar a passagem até a universidade pública onde dá aulas há cinco anos, a Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

Não que Caputo tenha dificuldade para administrar suas contas. O problema é outro: o governo do Estado não paga o salário dos professores da Uerj há três meses. O Rio de Janeiropassa por uma crise financeira que afeta o pagamento de servidores públicos de vários setores.

A gestão diz reconhecer a importância da universidade e ter concentrado esforços para solucionar os problemas financeiros não só da instituição.

Caputo, que dá aula em cursos de graduação e pós na área de educação, decidiu publicar o extrato de sua conta zerada no Facebook. Junto, postou um texto de protesto contra os atrasos salariais. A publicação já teve mais de 1,5 mil compartilhamentos.

É como estar desempregada, só que trabalhando. Eu quis mostrar porque não sei se todo mundo entende o que estamos passando“, escreveu ela. “Ver aquela conta zerada, o que nunca tinha acontecido comigo, foi um soco no coração.”

Diante das “condições precárias da universidade“, em suas próprias palavras, o reitor da instituição, Ruy Garcia Marques, anunciou  a suspensão das aulas dos cerca de 30 mil alunos.

Ele justificou a suspensão, que não tem prazo de acabar, citando o drama dos professores.

Entrega de cestas básicas para servidores ativos e inativos da Uenf na última sexta (Foto: Paulo Sérgio Pinheiro – Folha da Manhã)

Em Campos no norte do estado do Rio de Janeiro, a situação também não é diferente na UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense), está semana, funcionários receberam doações inclusive de gêneros alimentícios, pois nem para comer, que dirá pagar as suas contas, eles tem mais. Em assembleia realizada também esta semana, a Associação dos Docentes da Uenf (Aduenf).

Mesmo com o apoio da população e não só acadêmica em torno da Uenf, o ponto que todos temiam se mostrou presente esta semana, com servidores e professores da universidade sendo obrigados a aceitarem doação de cestas básicas para poderem ao menos, terem o que comer, a Aduenf decretou  greve até que o estado consiga pagar as suas dívidas e portanto, não tem data marcada para o retorno de suas atividades.

Mais informações: Folha1

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